PoisÉ: jornaleco de opiniões e picuinhas. Pedro Cabral


Se o jogo fosse por aí também...

Nem tudo está perdido. Aqui vai nosso entusiasmo pelo comportamento do zagueiro do Corinthians, Paulo André, que gosta de literatura, pintura e filosofia. Acaba de lançar um livro sobre histórias do futebol. Pedro Cabral



Escrito por Pedro Cabral às 09:21:19
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Professores maltratados pelo governo

Em assembléia, nesta quarta-feira (04), no Campus A. C. Simões, os professores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) referendaram o indicativo de greve proposto pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes/SN) para o dia 15 de maio, um dia de paralisação nacional das atividades no próximo dia 19 e a adesão à paralisação dos servidores públicos federais no dia 25 deste mês. ADUFAL



Escrito por Pedro Cabral às 09:07:30
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Pois é, a crônica

Poética alagoana

Aquiles Rique Reis


Esses poetas (Batuta) é o CD com o qual Mácleim Carneiro Damasceno homenageia poetas de Alagoas. Mergulhando em suas almas, musicou-lhes os versos, dando-lhes vida e voz. Juntas, música e poesia se emaranham em laços carnais de afetivos murmúrios. Revelando sentimentos, assemelham-se ao eco que espalha ilusões.

Assim, versos de Arriete Vilela, Lêdo Ivo, Jorge de Lima, José Geraldo, Edvaldo Damião, Jorge Cooper, Gonzaga Leão, Maurício de Macedo, Sidney Wanderley, Diógenes Junior, Otávio Cabral, Ronaldo de Andrade e Paulo Renault ganharam música.

Sem se prender a estilos, fluindo livremente por gêneros tão díspares quanto brasileiríssimos, voz adequada para entoá-los, Mácleim sacou a levada ideal para sonorizar a musicalidade preexistente em cada verso. Assim, não há acorde que não rime com palavra, não há ritmo que não fortaleça o encadeamento da poesia, nem harmonia que não acrescente ainda mais luz às ideias poéticas.

Além de dois arranjos para madeiras, escritos por Edu Morelembaum, todos os outros são do próprio Mácleim e do pianista Jiuliano Gomes, que privilegiam naipes de sopros e de cordas, enquanto a percussão se esbalda, os samples são coadjuvantes de luxo, e o violão e o piano cumprem papel de delicada firmeza.

Quem ama desama/ Toda vez que ama/ E converte o gelo/ Em túrgida chama (Lêdo Ivo), é música com pegada pop e direito a teclado e guitarra.

Na bebida vejo tua figura/ Que passeia pelo copo/ Eu prometi congelar sua imagem/ Até me apoderar de você (Edvaldo Damião). Após introdução de piano e baixo acústico, versos são expostos delicadamente.

Sob os auspícios de percussão e naipe de sopros, destaque para o clarone baixo, o samba chama e Mácleim e Wilma Araujo cantam: No lugar em que nasci corvo rareia/ e abundam urubus e sabiás/ Iludido pelo canto das sereias/ Que, aliás, inexistem no lugar (Sidney Wanderley).

As cordas do Quarteto Pau Brasil criam o clima. O piano vem junto. Junior Almeida canta com Mácleim: Já não sei como grito:/ Se através das palavras/ Ou dos meus olhos aflitos (Diógenes Junior).

No requinte dos violões de Mácleim e Fernando Melo (do Duofel), as palavras ganham brilho e dramaticidade (um dos grandes momentos!): Tanto tempo o pai cansou/ – Minha vida já é vício/ Disse assim sem sacrifício/ Já querendo o armistício/ Sem mostrar qualquer indício/ o pai cansou/ Vestindo capa de gelo/ Fechou os olhos calou-se/ Não fossem braços cruzados/ Nem me daria por conta (Otávio Cabral).

Ah, esses poetas, tantos... Palavras ditas, aflitas... Rimas em redondilhas, sextilhas, súbitas... Música apalavrada, misturada à alma e ao sonhar... Voz que canta, recita, alimenta, propaga belezas...

O CD Esses poetas tem sólidos argumentos musicais (viva Mácleim!) para fazer a cabeça dos que descrêem da existência de boa música fora do sudeste, e além da que se vê e ouve na TV e nas rádios. Ora, existem dezenas de Mácleims espalhados pelo Brasil – pena que nem todos consigam ouvi-los.

Aquiles Rique Reis, músico e vocalista do MPB4



Escrito por Pedro Cabral às 08:59:08
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Vida sexual de coca-cola

Dois amigos conversavam:  

– Como vai sua vida sexual, compadre?  

– Tá indo, compadre... igual a Coca-cola!  

– Coca-cola?... Como assim?  

– Primeiro, tradicional; depois, light; e agora, Zero. 

Enviada por Zana Vilela 



Escrito por Pedro Cabral às 07:22:34
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Sobre cinema
Aos que ainda não puderam acessar, informo que mantemos uma coluna sobre cinema (de preferência) no site www.alagoanos.com.br Aliás, vale sempre acompanhar o site, pois tem uma completa agenda e temas relacionados as ações culturais de Alagoas. Quanto a coluna, peço apenas que a vejam dando o devido desconto as besteiras por acaso ditas por seu autor. Obrigado. Marcos César Sampaio de Araújo


Escrito por Pedro Cabral às 07:15:41
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Sanfona veia do foli furado...

Certa feita na nossa Alagoas aconteceu; diálogo interessante de um político e o cabo eleitoral: O eleitor e líder famoso  ao visitar seu prefeito, disse: Doutor que camisa Bonita! O gestor empolgado com as urnas, inchou os peitos e respondeu: O seu amigo comprou em Paris... Marcos Alexandre Martins Palmeira



Escrito por Pedro Cabral às 07:12:27
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Casamento sem filhos

Alianças políticas servem para ganhar eleições, nunca para governar. Portanto, fuja dos candidatos de amplas alianças. Pedro Cabral



Escrito por Pedro Cabral às 06:47:46
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Sepulcral

Neste feriado, um cemitério está mais festivo do que a cidade de Maceió. Não vou negar, eu gostei. Pelo menos em se falando de trânsito. Pedro Cabral



Escrito por Pedro Cabral às 17:23:07
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Morro do Pai Inácio em chamas

Só irão prestar atenção quando as chamas chegarem, e destruírem, a torre de repetição que está à direita do morro. Ainda não tá pegando fogo no rabo deles, pra que irão se preocupar? Paulo Fonseca Silva



Escrito por Pedro Cabral às 09:27:24
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Roda-viva

Um pernambucano amigo me conta que o agora execrado senador Demóstenes em certo momento não abriu mão de uma sindicância contra o político Wilson Campos, então respondendo pela Infraero. Os colegas parlamentares alegavam ao senador Demóstenes que o ex-senador Wilson Campos estava gravemente enfermo - em estado terminal - e que num gesto de solidariedade o senador abandonasse tal sindicância, mas este se negou peremptoriamente a abrir mão do inquérito. O tempo passa e de repente parlamentares do partido de Demóstenes correm para seus colegas e pedem arreglo por Demóstenes, envolvido com um bicheiro. É quando alguns lembram do fato de Wilsom e dizem que não tem perdão. Eis a roda-viva. Pedro Cabral



Escrito por Pedro Cabral às 09:21:24
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O lado humano dos grandes

Ler alguma biografia de alguém famoso muitas vezes nos ajuda a aceitar nossas fragilidades, uma vez que descobrimos nesse alguém as mesmas idiossincrasias. Em Viagem, Graciliano registra que de repente foi convidado a discursar lá na Geórgia. E agora? Diz ele: "Com os diabos! Não me ocorrera a imensa dificuldade: sou incapaz de improvisar meia dúzia de frases diante de meia dúzia de pessoas; no aperto, as idéias fogem, o vocabiulário encolhe-se e perde a significação, acho-me estúpido". Pois é. Pedro Cabral



Escrito por Pedro Cabral às 09:11:07
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O livro esquecido

Enquanto os alunos nas pranchetas tentam formatizar seus projetos, fico sentado diante deles e abro um livro de Graciliano: Viagem. Não sinto nenhuma curiosidade por parte deles. Parece que olho um vazio. Então me entretenho na leitura, enquanto eles se voltam em seus computadores para a criação. De repente, me deparo com uma historinha que resolvo compartilhar com eles. Conta Graciliano que na visita a Tbilissi ele vai visitar uma catedral em plena época da União Soviética. E diz ele: "...Ladeamos as paredes altas, que desejam cair e o Governo teima em conservar de pé. Ao fundo mostraram-me, a grande altura, um relevo indeterminado: a mão, segundo me disseram, do arquiteto Constantino Arsukidze, engenheiro da catedral. O czar David o Construtor, afirmaram, mandou cortar essa mão certamente para que o artista não tornasse um homem de talento." Olho pra eles e digo que hoje a vida nossa talvez esteja mais amena. E me reporto que o faraó talvez tenham cegado seus arquitetos para que eles não soubessem chegar pelo labirinto criado até as riquezas que o faraó pretendia levar com ele para outro mundo. Um aluno então me conta que fizeram também isso no Taj Mahal. Pois bem, talvez eu esteja cobrando demais leitura dos alunos e eles estejam antenados, senão por um livro, mas por outras formas de leitura midiática. Ainda bem. Mesmo assim, levo sempre um livro na intenção dessa alento, apesar deles sempre alegarem o preço desmotivador. Mas as lendas são boas. Pedro Cabral



Escrito por Pedro Cabral às 09:01:26
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De A a Z

Aí o nosso querido maltês, o ótimo maestro Félix Baigon, me conta que se encontra com o não menos ótimo Zaílton e este, entre um papo e outro, lhe conta que tão cedo não morre. Aí Baigon lhe pergunta o por quê. Ao que o Zailton com aquele seu ar brincalhão responde: É que a minha letra é a Z. Pois é, é por isso que o Baigon prefere hoje ser chamado de Félix. Pedro Cabral.



Escrito por Pedro Cabral às 08:41:29
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A obscura Claro
A obscura CLARO é claramente um caso de polícia.  Faz mais de um ano, migrei pra essa coisa corrido da outra (TIM), para um desses Plano Família com portabilidade de três celulares. De janeiro pra cá o rolo começou, um pacote de 200 reais virou contas de 300, 350 reais; e tome chá de cadeira e ouvido na tentativa de resolver pacatamente esse assalto. Reclamações a LullinhaTEL, também conhecida por ANATEL, é pura perda de tempo. Só e só mais aborrecimento. Do jeito que esses gringos tão espoliando os
usuários de telefonia, pra não perder meu 'tijolão 997' comprado por $1000 (mil dólares!!!) quando Gran Bel inventou o celular,  terei  é  mesmo  de
recorrer a OEA, quiçá a ONU ...Audemaro Araujo Silva, desde os confins da Jatiúca em MCZ/AL.


Escrito por Pedro Cabral às 08:00:39
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Avenida Brasil

Ontem, vi a novela Avenida Brasil. Um bom tempo sem ver um capítulo sequer de qualquer uma dessas novelas. Mas é mais seguro hoje ficar em casa, tomando um vinho em paz. E vendo a novela, alguém me chamou à atenção sobre a crítica que o autor está fazendo sobre a emergente classe que está ganhando dinheiro, mas culturalmente é um zero, representada ali por uma família de jogador de futebol, a profissão do momento. E me disse mais: a música de abertura é horrorosa, mas o povão não perceberá se tratar de uma crítica, posto que é o tipo de música que há anos tem sido imposta pela indústria fonográfica aos brasileiros. E irá cantar por aí, ou melhor, poluir os ambientes. O autor mostra sempre colares de ouro por sobre as camisas de pai de jogador, empresários e outros familiares, a lembrar os bicheiros. Logo vai virar moda, apesar de ser uma crítica a esse estilo. Uma criança fincou pé a querer uma bolsa de 3 mil reais da mãe, que terminou cedendo à chantagem, com requintes maquiavélicos dissimulados. No lugar de servir de educação a outras crianças, será bem capaz de nossas crianças fazerem o mesmo. E conclui: a Globo tem mostrado sempre os bandidos impunes ao final de suas novelas. Em vez de causar indignação diante desse fatos, o povo termina por se acostumar que ser bandido é levar vantagens e ser bem sucedido. Pois é, o que acha disso tudo, malta querida? Pedro Cabral



Escrito por Pedro Cabral às 07:56:41
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Olhai os lírios dos campos

Olhe Dona Dilma, professor universitário também come. Não é só industrial. Pedro Cabral



Escrito por Pedro Cabral às 07:29:15
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Chove chuva

Quando se aproxima um feriado ou um fim-de-semana, e quando um deles se prenuncia a chuva, sempre ouço alguém falar mal da chuva, que vai atrapalhar seus planos. E eu, cá comigo fico a pensar como alguém pode ser tão ingrato à Natureza e filosofo: Por não querer a chuva o deserto ficou só. Pedro Cabral



Escrito por Pedro Cabral às 07:27:13
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Morro do Pai Inácio em chamas

Enquanto o nosso querido Luiz Afonso Costa clamava às autoridades para um incêndio que devastava o sopé do Morro do Pai Inácio, lá na Chapada Diamantina - BA -, a TV Band mostrava um pequeno incêndio numa rua lá nos Estados Unidos. Claro, a tv recebia a imagem de outra tv, sem a necessária mobilização de sua equipe. Mas a internet é uma grande fonte, inclusive com imagens e a tv poderia pelos menos divulgar o fato. E assim, um dos nossos patrimônios naturais está pegando fogo sob o silêncio da nossa mídia televisiva. Pedro Cabral



Escrito por Pedro Cabral às 07:14:45
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O dogma da Ressurreição

Sempre fica difícil trabalhar apenas com a fé. A própria Igreja Católica, em relação ao Santo Sudário, tem suas reticências. E já autorizou a própria Ciência a especular sobre a veracidade do Santo Sudário. E olhe que qualquer descoberta pode ser a favor ou contra a Ressurreição. Basta a possibilidade de se descobrir um DNA no sudário e outro em algum outro canto de alguma linhagem familiar e tudo pode mudar. Diversas são as interpretações sobre a Ressureição de Cristo e sobre sua paternidade divina. Desde criança recebemos esses fatos como dogma, mesmo ficando com as orelhas em pé, como é natural em qualquer criança. Hoje, trago a minha interpretação, que não nega Deus, mas transforma Jesus num ser humano, apenas dotado de grande sabedoria, um gênio da Humanidade, um representante terrestre da força divina. Uma divindade maior do que um simples César, o todo podeoroso da área. E qual é essa interpretação? Para mim, a chaga no abdômen de Jesus, motivada pela lança do soldado romano, foi sua salvação. Ele conseguiu respirar e sobreviver. Para os soldados romanos ele morreu, mas quando Madalena foi ungi-lo, percebeu que ele ainda sobrevivia. Aí alguém me pergunta: "E o que houve com ele depois?". Eu simplesmente respondo: Ele desapareceu do circuito. Seria perseguido e morto. Lembre-se que foi condenado. Só restava a Jesus fugir. Desaparecer daquele cenário. E aí deve ter ido para o Egito ou para o Norte. Assunto a ser pesquisado. Eis o mistério da fé. Fique claro aqui que não blasfemo. Apenas busco saber sobre Deus, a busca maior. Pedro Cabral



Escrito por Pedro Cabral às 07:10:35
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BRASIL, Nordeste, MACEIO, PONTA VERDE, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Spanish, Arte e cultura, Livros, Arquitetura
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