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Comércio Policiais já estão de olho no comércio de crack para comerciários em frente à Assembleia Legislativa de Alagoas quando a noite começa. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 21:16:33
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 Charge: San
Escrito por Pedro Cabral às 21:04:56
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Essas crianças... Dom Pedro, Certo dia enquanto o trovão assustava muita gente eu explicava a minha netinha Thamires (quando ainda tinha quatro anos), como eu havia aprendido na idade dela, que aquele barulho nada mais era do que os anjinhos arrastando e arrumando os móveis do céu. Ela ouviu tudo muito séria e depois disse: - "Vovô, trovão é uma tempestade". E imitando um conhecido comercial de televisão, apertou minha bochecha dizendo: - "Nem a pau, Juvenal!!!" Essas crianças... Um abraço, Zealberto Costa
Escrito por Pedro Cabral às 21:02:41
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Machista Doce Pedro, por problemas vários, só agora acabo de ler o PoisÉ. Pense na minha frustração com a nota sobre Ana Hickman!!!! Achei machista, especialmente vindo de um homem com a sua sensibilidade para as coisas da alma e do prazer. Beijo. Bleine Oliveira, sua fã! Pois é: doce Bleine, entendo sua apreensão, já pedi pro Doquinha pisar leve. Só me resta também censurá-lo. Esse Doquinha é machista, porco-chauvinista demais. Taí, já eu não sou. Estou do lado que é lá do lado, do lado de lá, ou seja, igual pra todo mundo.
Escrito por Pedro Cabral às 21:00:55
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A invenção do medo Muitos policiais em Alagoas fazem bico em empresas privadas, na função de segurança. Os assaltos e roubos continuam. Os empresários são induzidos a aumentar a segurança, contratando mais policiais. Não seria melhor privatizar logo a polícia, não? Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 20:59:43
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Uma advertência sobre O NInho dos Opífices Indagado, respondo: O Ninho dos Opífices, romance publicado aqui neste blog em edição virtual, em vários capítulos, foi ambientado no ano de 1966 e se passa apenas em 1 mês. E foi escrito no início dos anos 90, quando o autor ainda era movido fortemente pelos ranços panfletários de esquerda. E continua, só que agora mais anarco e levemente menos patrulhado. Mas quem foi mandar ele ler A Mãe, de Gorki? O romance ficou engavetado todo esse tempo e só agora criou asas para mostrar sua cara já pálida pelo tempo de confinamento. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 20:58:13
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Refratário, grés e incapacitado Osvaldo Pife
Devoro as bordas das nuvens para sentir a indefinição do sabor. Arranco pedaços do mar para ver a minha força. Solto gritos sem dor para teimar a tristeza. Cheiro o ventre da Terra para sentir o aroma do embrião da vida. E o vento? Onde posso ouvi-lo, se meus sentidos estão voltados para os olhos. Não como desesperadamente o mundo porque não possuo estômago de poeta, nasci apenas com os dentes da ilusão!
Escrito por Pedro Cabral às 20:52:22
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Briga de vizinhos Pedro Cabral A noite mandou pra puta que pariu a tarde mais imunda. Depois se recolheu, tristonha.
Escrito por Pedro Cabral às 20:50:46
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Desabro Lêda Mello
Largo ao sabor do vento o que não foi levado a sério... Talvez, numa volta da vida, o encontrem ... e já passou. Enviada por Cidinha Madeiro
Escrito por Pedro Cabral às 20:49:25
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 Charge: Enio
Escrito por Pedro Cabral às 20:46:40
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Notícias do Brasil Deu na net: “Falsa advogada entra no presídio e faz sexo com preso”. Seu Filó, quando soube disso, sapecou: “Pois é, tem advogado que está sempre fodendo os clientes”.
Escrito por Pedro Cabral às 20:43:58
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Cambembe Querido Pedro, diga a Paula Padilha, por favor, que nós, os da Viçosa somos realmente Cambembes - um item que às vezes ponho no "curriculum social" para animar conversações. E que nó duas, ainda somos parentes, porque Aluízio era primo de meu pai, Humberto Vilela. Saudações Cambembes! Gasparina Vilela, desde Paris
Escrito por Pedro Cabral às 20:42:54
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Tântalo Maurício de Macedo
Há mistérios inacessíveis, segredos que a língua não consegue articular. Mas o poeta insiste, insiste num martírio desmedido de sede e fome de mistérios. Enviado por Rose Rocha
Escrito por Pedro Cabral às 20:38:53
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Aumentar as penas Estamos sempre a discutir conseqüências, nunca as causas. Em vez de reduzir-se a maioridade penal, porque não aumentamos as penas, mas aumentar de verdade, coisa de 15, 20 anos, para esses ladrões de colarinho branco (gabirus, juízes, políticos etc., etc., etc.). A meu ver, desvios de dinheiro (ou recebimentos indevidos) causam muito mais danos sociais do que um assassino ou um ladrão. Aliás, percebo, agora, o pejorativo deste termo, como se existissem dois tipos de ladrões. Ladrão é uma coisa só. Desviar dinheiro significa deixar de aplicar em merenda escolar, em educação, em salário, em saúde, em segurança, o que, em conseqüência, gera muitos assassinos e muitos ladrões... Forte abraço, Pedro. Hylnard Nazinho Travassos
Escrito por Pedro Cabral às 20:36:48
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Carro elétrico Etanol nada... Segundo a revista Época desta semana, o futuro exige carros elétricos, o "transporte limpo". O que será feito desse monte de destilarias de Alagoas quando tudo virar sucata? E os cortadores de cana? Haverá lugar para eles nas favelas de Maceió? Zu Guimarães
Escrito por Pedro Cabral às 20:35:00
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Álcool O brasileiro sempre cria alternativas para driblar a crise. 
Texto e charge: Adnael
Escrito por Pedro Cabral às 20:21:41
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Pois é, uma crônica Na periferia do Centro Pedro Cabral Como é interessante o cotidiano nas calçadas maltratadas do que poderia se chamar “periferia” do Centro. Sim, quase todas as cidades do Mundo há um centro e uma periferia. Em Maceió se percebe também no Centro da Cidade, tido como um bairro, uma “periferia” dentro dele. Não é a periferia da cidade a limitar a zonas rural e urbana. São ruas centrais maltratadas, desvalorizadas, tipificadas por construções decadentes e figuras humanas especializadas em sobrevivências e outros salamaleques. Quase duas da tarde de uma quinta-feira qualquer. Enquanto aguardam o retorno ao trabalho, quatro figuras descansam e conversam na calçada, à sombra de um casarão empobrecido numas dessas ruas desmotivadas. No meio do papo, uma mulher tolerante com o palavreado machista dos interlocutores. Um deles fala: essa porcaria de estacionamento aí, todo mundo sabe, é irregular. Mesmo assim, o dono me indenizou. Me deu 3 mil e oitocentos. Dois e quinhentos eu enterrei na compra de um barraco lá no Vergel. Paguei o que devia na birosca, senão eu não comia mais. Estava cansado de chegar em casa e ver os meninos atrás de mim, com o bico aberto que nem passarinho. Comprei um bujão de gás cheio e uma gaiola pro papa-capim. Aí a nega véia vem e me pede um som com cd e um celular cheio de moganga, né lasca? Eu disse que o dinheiro tinha acabado. Aí ela me arrebenta: seu fio da peste mentiroso! Você ainda tem mil e quinhentos! Ele está em pé, empolgado, contando a sua epopéia para os outros, tão mofados quanto ouvidos de padre já prestes a se aposentar. Algo assim como se necessário fosse para passar o tempo. Um deles, sentado e balançando um banquinho nos pés, o interrompe quando avista uma mulher tentando passar na calçada ocupada. Se afasta, se afasta, deixa a princesa passar. Era uma dessas mulheres mais recheadas do que carteira de cobrador de ônibus. Mais preenchida do que as figuras dos quadros de Botero. Mais roliça do que zagueiro do Bangu. Eles sempre gostam de mulheres assim. Quando a mulher, desconfiada, passa entre eles, o nosso galanteador sapeca: é por isso que eu jogo toda semana no Alagoas dá Sorte. Minha fia, já comprei o bilhete dessa semana. Meu colesterol também está ótimo...Ela passa trancada. Feito o intervalo comercial, o outro retoma a conversa. Óia, galera, a mulher começou a dizer que eu gastei o dinheiro todinho na raparigagem. Eu disse pra ela: minha nega, tu não estás vendo que dinheiro na mão de pobre desaparece mais rápido do que candidato depois da eleição. E a mulher me aporrinhando o juízo. Eu disse que não tinha rapariga nenhuma. Aí ela maltratou: então está gastando com macho. Nisso, o tal do galanteador o interrompe mais uma vez para perguntar: e tu és casado, véio? Aí ele responde rápido e maroto: nem lá, nem cá. Todos ouvem a conversa com a maior naturalidade. Hoje em dia tudo é tão banal. E espontaneamente aceitam o motivo do nosso herói ter aparecido na televisão, na segunda-feira passada, num programa de polícia, na hora do almoço, atrás das grades por ter dado umas piabadas na mulher, sendo entrevistado por um desses repórteres que logo virará vereador ao expor ao ridículo a malta que o elegerá. “Mas essa estupefação só afeta a classe média”. Assim se posicionou ao ouvir uma autora desconhecida, querida minha, essa historinha . Sim, há também autora desconhecida. E filosofou ainda: a alta burguesia e o lúmpem proletariado teem uma coisa em comum: a safadeza. Como pequeno-burguês meio-de-campo da classe média me senti marginalizado.
Escrito por Pedro Cabral às 20:07:12
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Descansar o cérebro Os japoneses, salvo engano e sempre eles, já inventaram óculos-tradutor. Você os pôe na cara e pode ler qualquer texto em outra língua. Estou só esperando que inventem também o head-fone-tradutor e também o speak-tradutor. Aí é só ir pra galera. Tecnologia há. Quanto tempo ganharíamos na vida. Aí o mundo seria um só, e cada um respeitaria mais sua língua. Hoje tem brasileiro falando inglês melhor do que sua própria língua. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:21:45
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O presidente no Jardim "Ríspido, imponente, extingue-se o último acorde da Nona de Beethoven. Então, é o silêncio, enorme, total". Joel Silveira Pois é: um presente de Cidinha Madeiro
Escrito por Pedro Cabral às 08:14:33
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E assim se passam os dias Não duvide se o PSDB, ao assumir o governo, venha com um novo nome pra bolsa-família, afirmando que apenas se trata de um resgate. Afinal, foi num governo tucano que isso foi criado. Não duvide, malta querida. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:06:53
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Mais um O governo do Lula passará como mais um que não soube cuidar da segurança pública no país. E movido pelo espírito dos imperadores romanos: tome circo (olímpíadas e copa) e bolsa pra todo mundo. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:03:49
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 Charge: San
Escrito por Pedro Cabral às 08:00:41
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Ana Consultado sobre o que achava dos 1,30m de pernas da moça Ana Hickman, Doquinha, foi rápido na resposta: “não sei pra que tudo isso, as pernas terminam ficando pros lados mesmo”. Esse Doquinha... Bem, um assessor de comunicação de Doquinha interveio para deixar claro: "olha, isso é balela, bravata de Doquinha, antes que apareça alguém falando em preconceito, machismo e oe scambau. E o pior é o tapa que aquele rapá alteroso deu na namorada, lá no Rio, e todo mundo ficou pianinho". Pois é, Doquinha precisa ser melhor assessorado, né não, malta querida? Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 07:58:52
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É cosa nostra No Brasil não se acaba com a violência. Antes, ensina-se a conviver com ela. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 07:53:28
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Redução da maioridade penal Não vejo na posição anti-redução da maioridade penal um "aproveitamento da impunidade". Sou contra a redução. Se a proposta de reduzir a maioridade é a de coibir crimes cometidos por pessoas entre 16 e 18 anos, a solução não irá surtir efeito prático algum. É provado que, via de regra, não se deixa de delinqüir porque se tem consciência da pena severa ou da maioridade penal. A idéia da redução opera, exclusivamente, com base no "clamor social". Não é de se estranhar que, em época como essas, a maioria da população defenda a pena de morte e a redução da maioridade penal. Só que, como é costume, no Brasil se legisla pela exceção e essa postura traz problemas. Afrânio Novaes
Escrito por Pedro Cabral às 07:51:47
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Nós, o povo caetés! Se não me engano, o povo indígena da região de Viçosa era conhecido como Cambembe, descendentes dos Caetés. Se não for esse o nome é alguma coisa parecida. Li isso faz tempo num dos livros do meu avô, Aluízio Vilela. Acho que a avó do meu avô era índia ali da região. Meu avô já tinha pra mais de seis décadas, nenhum fio branco na cabeça e o rosto de índio. Um cheiro da terra das águas grandes, Foz do Iguaçu. Paula Padilha
Escrito por Pedro Cabral às 07:51:07
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Apelidos Na Bahia, numa comunidade chamada Olaria, a 90 km da capital, uma pobre mulher analfabeta, tendo um filho enganchado nos quartos e segurando outro pelas mãos, dá uma entrevista para um tv. Ela responde que tem 05 filhos, mas não sabe os nomes deles. De nenhum. Como ela os chama? Pelos apelidos: Ti, Véio, Bebinho, Mocó e Sola. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 07:50:36
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Era o que eles queriam... Esses parlamentares conseguiram desmoralizar as CPIs e outras instituições. Alguém vai votar aí? Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 07:49:56
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Supremo ou ínfimo A putaria SE-institucionalizou-SE mesmo, escancarou geral, nem as decisões do Supremo são respeitadas e cumpridas pelo onipotente Senado; taí, a recente cassação d'um senador de Rondonia, empurrada com a barriga faz anos, não me deixa mentir. A eclética Mesa do Senado submeteu a decisão final do STF ao crivo avaliatório da CCJ/Senado; pasmem!!! Por outro lado, o Supremo deu um embargo de gaveta ou SE-esqueceu-SE da intervenção na famigerada Assembléia(ALE)??? ET: eita! Seu Ribamar acaba de puxar o tapete do senador...Audemaro Araujo Silva, desde a Jatiúca em Maceió das Alagoas.
Escrito por Pedro Cabral às 07:47:06
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Quando escrevo Lou Correia Revelo-me, aprisiono minh'alma às palavas e a desnudo... Exponho-me, com metáforas disfarço minha dor, na cadência melódica dos versos. Quando escrevo, revelo-me, exponho-me, sangro, vivo!
Escrito por Pedro Cabral às 07:38:20
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O ritmo da sensível indiferença Pedro Cabral Telefones não choram, ventos não riem. Noites não dançam. Meu coração sabe de tudo isso e, mesmo assim, nem se consome em gargalhadas providas de misericórdia.
Escrito por Pedro Cabral às 07:32:58
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Sérgio multidão Dia do trabalhador sempre ocorrem manifestações. Milhares de trabalhadores, hoje, infelizmente movidos apenas por sorteios e shows, se reúnem em comemorações. E por me lembrar disso e das contagens da polícia sobre paradas gays ou movimentos ditos religiosos, de repente, eu me lembrei do nosso querido Sergio Barroso. A polícia dimensionava nas manifestações um número de participantes que sempre correspondia à metade do dimensionado pelo Sérgio, daí o título da notinha. Ele justificava que o nordestino era magro e, portanto cabiam dois no lugar de um. Tem sentido. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 07:31:51
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Nós, o povo caetés! Pedro. Pertinente aos caetés faço a minha parte há alguns anos. O meu tataravô foi caçado a dentes de cachorros nas matas da Viçosa, terra do meu pai. Abraços caetés. Engenheiro Civil Marcos Carnaúba
Escrito por Pedro Cabral às 07:29:01
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 Charge: Enio
Escrito por Pedro Cabral às 07:26:53
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Pois é, uma crônica Manifesto antropofágico pós-modernoby PC Foi loucura! Que loucura! Será uma loucura! Qual é o tempo da pós-modernidade? Pré-histórico? Histórico? Pós-fordista? Nesse caso, não importa o tempo, está em jogo o espaço. A loucura de me eleger um acadêmico. Ocupar um espaço elegante. Um espaço no jornal manifestando a fome de ser acadêmico da praça Deodoro. Que loucura! Lá Há prattos, não me inIBiria em degustar gattos, nem gonzaguear e azular (anil?) leões. Mas aviso aos desavisados: prefiro comer a ser comido nessa antropofagia! Sou candidato! Sim, pelo jornal, a cultura do dia-a-dia, a leitura do cotidiano, a história da contemporaneidade, por edições virtuais – coisa fina mais do que moderna, pós-moderna. Sou candidato por este manifesto, a qualquer cadeira reboculosa que me aceite assentar esse sem-terra literário. Não precisarei escrever muitas poesias enluaradas, livros militares, ofícios oficiais, histórias a quatro mãos, apresentações que tomam o lugar do autor, organizações de fotos, pois outras academias já fizeram antropologicamente. Cordialmente até, gentilmente até, bastidoriamente (entonces e despois estão certos) até, impostamente até. Que loucura! Eleger-me assim sem me inscrever, mas a vida agora é pós-burocrática, ou há quem reclame pós-modernamente que a burocracia é coisa antiga, stalinista mas acadêmicamente necessária? Sou candidato sim, considerem minha posição. Pública. Escrevi quatro linhas e agora sou candidato. Mas como? Não há estilo e só presunção? Não escrevi meu nome para ver se descobrem meu estilo. Trata-se de ser pós-moderno. É coisa diferente! O que mantém igual, é a vontade de comer, antropofágica. Comer uma casa enquanto canto, beber num riacho seco, embriagar-me com rodovias retas, saciar-me de língua portuguesa ao molho luso, se não tiver na prateleira, serve o britânico, alguém me corrigirá: inglês, pois irlandês não é. Francês que fosse. O que mantém a diferença é a opção em ver mais do que escrever. No restante, tudo vale, ou vale-tudo? Concorro a qualquer uma das cadeiras, mesmo sabendo que elas melhor durarão sendo nogueiras, lindosas, protegidas pelo direito. Mas sou candidato. Tenho fome fágica. Mais do que antropo. Estarei disposto a ler a ata devoradamente. Sei que não é permitido escrevê-la em versos. Por que não os versos? Quando valerá essa pós-situação pós-muro alemão, pós-muro português, pós-muro 17 de julho da praça da catedral, onde a banca Catedral de revista não foi devorada por novas regras à la novo Montesquieu. Guerra da fome e, portanto, pós, que tal colocar uma vírgula aqui?, modernamente antropofágica. Alguém se escondeu para não ser comido na praça ou na Assembléia, alguém renunciou para não ser lambido, na praça ou no palácio, alguém assumiu para não ser churrascado, na praça ou lá na Barriga. E tudo recomeçou como era antes, comendo-se sururu de capote da lagoa modernamente poluída. Antes que se esqueçam, sou candidato à vaga dos que a terra haveria de comer! E como os comeu! Antes que alguém mais preparado seja candidato. Sou candidato, democraticamente candidato. Até um dia, ser devorado pela terra que haverá de a todos comer. Ou melhor será, talvez, ser reciclado em olhos, rins, corações já um tanto amados, e portanto, desgastados, e tudo voltará a ser fordismo? Olhos que leram ou não leram Graciliano sendo dispostos em série num supermercado, colirizados a qualquer momento por uma mocinha de avental azul, pois rosa fúcsia afastará o público, a nos dizer que são olhos que leram Camões, mas o interessado preocupado em não ficar caolho, preferirá os azuis esverdeados do ator das seis que ouve roteiro mas não ler livros. Não ler livros e não está nem aí. O povo gosta assim. Não se esqueçam, tenho fome e tenho sede. Por isso, sou candidato a me sentar entre os senhores. Ouvirei atentamente o presidente, degustarei as palavras condizentes dos meus pares, mas não me peçam para falar em público. Sou tímido e tenho raiva de minha voz. Simplesmente escreverei. Não é assim que se é escolhido? Voilá!, sorry, a pós-modernidade globalizada exige uma língua só, universal, única. A língua da ilha, não a ilha moliterneana, nem a ilha de Breno, tampouco a do Zé que veio lá dos cactos. Mas a ilha das gaivotas de Dover. Ou melhor será sua versão de águia, policial do mundo? Êpa, não se esqueçam ou não se façam de esquecidos, sou candidato e peço solicitamente também ser considerado na hora da votação. Não riam de minha fome, da minha sede. Da minha presunção. A água agora é paga mas o cafezinho não. Manifesto meu desejo de ser imortal. A vida é bela, bem mais bela que no Brasil a Central. Chovia muito e em Alagoas não se esperava chover assim, conforme notícias previstas pelos oráculos. E na cama, embevecido pelo som regatiano ou regateano, mas sou azulino, sonatiano (?) ou sonateano (?), ou nenhum dos dois (?) das águas, eu sonhei que fui eleito para um Conselho de loucos, o povo, visto como um mundaréu de loucos, me reprovou enquanto sábios me elegiam e eu dizia: que mundo louco! Sou eu um louco? Acordei com essa vontade de escrever este manifesto e o desloquei para a academia. Alguém dirá que os chamei de loucos. Mas só se não me elegerem. Pós-modernamente não precisarei escrever coisas assim tão cultas. Curtas para alguns, claro. Talvez o que reproduzo aqui seja um sonho, tenha sido um insight dos deuses escritores. Que presunção, diriam, dirá, dirão! Isso não é científico! Dirá, dirão! Ou como é normal por aqui, não dirá, nem dirão. Ou até dirá e dirão mas para tentarem me esfolar, me comer, me esganar, trucidar. Roubei essa. Ou quando da fumacinha que somente o cavalo de Deodoro virá (ou ele está virado ao contrário? Preciso lá ir ver) os senhores omitirão escrupulosamente meu manifesto? Ou dele caçoarão, entre cafezinhos fumegantes? Não estou gozando com ninguém, apesar disto ser uma forma antropofálica. Nem desrespeitando instituições, apesar de ser isto uma forma antropo dos descontentes. Ou dos silenciosos anarquistas da praça da catedral, numa tarde qualquer de natal, ou será feriado para eles? Submeto pós-modernamente, senhores, minha candidatura a qualquer uma das vagas dos mortos imortalizados, por seus sonhos, seus escritos, suas histórias, seus espíritos. Por favor, não me constestem por eu não saber onde colocar a vírgula, tampouco a crase, menos ainda saber sobre regência. Coisa que ligo a Padre Diogo ou ao maestro Fon-Fon. Tentarei degustá-las ou bebê-las, trata-se de um problema fágico a se resolver antes da indigestão provável. Não posso me esquecer em terminar com paroxítonas ou proparoxítonas. Soa poético! Não disse patético. Não posso me esquecer de evitar o uso do quê. Corta joãoazevedo a leveza do som. No mais, aguardo, aguardarei sempre, ou precisarei esperar sentado, até a morte chegar, dirigida pelo Raul Seixas, - que mundo!-, e a me conduzir para a comunidade alternativa? Onde nem lá serei aceito? Prefiro os brios ordeiros da academia. Ao contrário dos meus amigos acadêmicos de outra academia que contestam o elitismo dessas nobres letras que anseio tão burguesamente cultural, enquanto o MST consome os versos desterrados. A solicitude gentil do encontro circunspecto e a honra de ser eterno no grupo dos homens cultos animam a minha vontade de aí estar. Portanto... PS. PC não é nome do além redivivo nas páginas de jornais, tampouco um personal computer e sequer um partido comunista, apesar das afeições por estes últimos. Não me reprovem por isso. Sonhos são. PC também não simboliza siglas de poder como é costume neste país, mas uma omissão aguardando eticamente a análise da candidatura por seu estilo não tanto, sequer um pouquinho pós-moderno a reunir o antigo e o novo apropriando-se com oportunismo das bases modernas. Sim, mas alguém morreu? PC é candidato a uma vaga na Academia de letras MAIÚSCULAS, mesmo sendo um sujeito quase minúsculo em seu tédio.
Escrito por Pedro Cabral às 07:23:45
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Só trabalham na porrada Lombada física, dessas que punem a todos os motoristas, não pintadas de amarelo, é coisa de vândalos? Bem, foi isso que ouvi, ontem, de autoridade. A prefeitura não faz a manutenção no trânsito porque sempre haverá vandalismo. Pois é...Desse jeito a jurupoca vai piar. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:52:26
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Leste-Oeste Uma via de trafégo intenso, com declives em curva, com gelos baianos estupidamente gigantescos, com posteação a 50 centimetros do meio fio. Um engenheiro da CEAL diz que "os postes não foram projetados para suportarem colisões de automóveis". Cabeças não foram feitas para suportar queda de transformadores com 500 quilos. E agora? Stanley de Carvalho
Escrito por Pedro Cabral às 08:48:44
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Um dia após outro... Os caras entraram na Delegacia Geral da Polícia daqui de Maceió e fizeram o rapa. A imprensa já cobra inquérito. E mais um inquérito será aberto. Mais um. Não é Fabinho Acioli? Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:47:15
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A vida do lado de cá Comentário de um internauta a respeito da invasão da casa de praia do deputado Sérgio Toledo: "...deputado, seja bem vindo ao clube dos pobres mortais..." Gilson Passos
Escrito por Pedro Cabral às 08:43:52
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Convite Se você não tiver programa melhor para fazer na próxima quinta-feira, dia 5 novembro, vá ao o lançamento do 13º livro do CARLITO LIMA, ele estará autografando a partir das 18:00 horas, seu novo livro, “CRÔNICAS ALAGOENSES”, no estande da Nossa Livraria, durante a IV Bienal do Livro de Alagoas, no Centro de Convenções Ruth Cardoso, bairro de Jaraguá- Maceió. Um bom programa e o livro cheio de histórias divertidas. IMPERDÍVEL! E não deixe de acessar o blog: http://blogdocarlitolima.blogspot.com Carlito Lima
Escrito por Pedro Cabral às 08:41:40
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O Presidente no Jardim "Tantas bobagens que eu poderia ter feito e que tolamente não fiz. E tantos acertos desnecessários". Joel Silveira Pois é: O Presidente no Jardim, de Joel Silveira, é um presente de Cidinha Madeiro
Escrito por Pedro Cabral às 08:38:45
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Cem bi! No Rio só se fala em Olimpíadas... E nos cem bilhões de reais que a cidade receberá para fazer obras estruturais e a alegria dos políticos. Zu Guimarães
Escrito por Pedro Cabral às 08:34:20
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Maioridade penal Caro primo, vez ou outra os leitores do PoisÉ voltam à tona com essa história de maioridade penal e esquecem que o que precisa é cassar a maioridade penal desses políticos sem vergonha, que ficam desviando verbas públicas destinadas a retirarem os menores da marginalidade e da vida indecente em que vivem. Um abraço para você e para a prima do, Otávio Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:33:01
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Os plantonistas da maldade Diariamente recebo e-mails de sacanas, me pedindo para atualizar contas em bancos que não tenho contas; pedindo para ver foto anexada da mulher daquele parlamentar e tudo o mais. Fico imaginando, como tem gente canalha nesse mundo. Interessada apenas em lhe passar uma trapaça. Lendo o livro que ganhei do meu querido maltês Fernando Andrade, Viagem ao Crepúsculo, do ótimo Samarone Lima, percebo também que canalhas existem em todas as ideologias. Ninguém escapa das máfias. Estuprar crianças, roubar velhinhos, bater em doentes. Levar vantagens em tudo. Quantas mazelas nesse mundo... Portanto, aviso aos que tentam pegar minha senha no computador: se querem o meu dinheiro do banco, estão perdendo a viagem. Agora se quiserem pagar as dívidas que lá existem, falem comigo pessoalmente. Eu serei todo, todo, sorrisos. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:30:44
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De olho nos deputados! Atenção, malta querida, a Câmara Federal aprovou em primeiro turno a PEC dos Precatórios. Isso implica dizer que, quem tem dinheiro a receber do governo terá de leiloá-lo para certos espertinhos que oferecem até 90% de deságio. Se você iria receber 100, se contente com 10. Eis o esquemão. Alguém aí vai ganhar dinheiro. Portanto, de olho em todo o deputado que votou nessa fuleiragem. De olho, heim? Ou então, seja um otário nesse mundo. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:21:07
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A crítica e o leitor Por que os livros sempre premiados nem sempre, ou quase nunca, são os mais vendidos? Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:16:35
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 Charge: San
Escrito por Pedro Cabral às 08:13:20
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A santa caverna Nu seu cálice do calar Madalena sarcedotemente o vigário mergulha no fogo infernal da vagina, rogando a virgem salvação na cura de suas mazelas, levemente embriagado aos vinhos das uvas curtidas no caldeirão das terras de Pilares apilado na força Manguaba Lagoa que banha na pureza divina, sem entender a degeneração humana. No tom e dom menina a Senhora do. A freguesia da Chã a Pilar ajoelha em teus pés brancos e bentos de pernas roliças na maravilha santa do ser, a arte ti pintou em pintas de uma adolescência na cabaça do Vale das Marrecas, na mão a liberdade a olho nu, vi senti e assentir o banhar das noviças da paróquia do Rosário, o engenho velho cinematograficamente nos brindava as volúpias de visões a céu aberto que naturalmente lá Alá sofrendo dores bem aventuradas no doce infernal na capela do star Lalá...O Cordeiro de Deus que Tire o Pecado do Mundo...Paz na Terra aos Degenerados de Boa Vontade...Vai a Paz. Padre Bidião
Escrito por Pedro Cabral às 08:09:42
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Rua afora As palavras são derramadas nos dedos que teclam, como se fossem jogadas do precipício. Assim como se fosse preciso se livrar delas para nunca mais. E elas, caindo, parecem melancolicamente dizer: “quanto desperdício. Você não soube nos amar”. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:07:38
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Classificados Procura-se comunista, para atualizar, sem revisionismo, o manifesto comunista. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:06:51
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Charminho Grande Pedro, convidado por Mestre Nunes para irmos ao Buganvília, dançamos, claro, cada qual com suas esposas. Fui ao banheiro e fui indelicado. Chamado para dançar, dei um corte na dama que estava de butuca. Disse: sinto muito, estou acompanhado, pode? Isaac Soares
Escrito por Pedro Cabral às 08:06:22
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De bom grado Pedro Cabral É feriado. O trabalhador traz seu cansaço. E o dono do bar precisa sobreviver. É feriado. A notícia será lida. Da forma mais tranqüila. Naqueles que pode ser. Outros farão o que pode E o que não. É feriado. E a mulher beijará o marido até mais tarde.
Escrito por Pedro Cabral às 08:05:45
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No buraco da bananeira Ao Petrúcio, No nosso tempo, os mais velhos diziam que, depois que o menino "chegava terra pro pé da bananeira" e "embuçava", já tinha que ter jeito de homem, com responsabilidade. E isso acontecia entre 13 e 15 anos. Luiz Ferreira da Silva, também do Baixo Pirulito, década de 50.
Escrito por Pedro Cabral às 08:03:47
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Síndrome do medo José Alberto Costa Fecho-me em casa. Fecho-me no carro. Fecho-me no trabalho. O medo me cerca, a noite me apavora. Perco a liberdade, esqueço de viver, aos poucos me fecho dentro de mim mesmo.
Escrito por Pedro Cabral às 08:03:01
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Ave rara Nada melhor do que ouvir numa manhã de feriado a bela canção de Edu Lobo e Aldir Blanc: Minha vida peregrina Vai em busca de você Como se eu fosse um malê E você fosse a revelação Do poente vem teu canto Ave rara do Islã Quem é pedra como eu sou Bebe a água do amanhã Ah, tanta sede é meu destino Esse amor é beduíno E o oásis teu lençol Mas Sempre no fim da viagem Você volta a ser miragem Areia e sol.
Escrito por Pedro Cabral às 07:58:58
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 Charge: Enio
Escrito por Pedro Cabral às 07:48:11
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Testamento de grego Pedro Cabral
Nos bons tempos dos filmes da Atlântida o impagável Zé Trindade, numa de suas tiradas magistrais, disse alguma coisa mais ou menos assim: “eu tenho os olhos belos e sedutores, meu nariz é perfeitamente afilado, divinamente arrebitado, minha boca é sensual e graciosa, mas o conjunto... é um desastre”. Resolvi fazer em mim a mesma averiguação para ver, com segura decisão, a possibilidade de doar algum órgão após a morte. A constatação foi dura e cruel. Tanto as partes solidárias do corpo quanto o conjunto não correspondem a um perfil satisfatório possível de interesse formal ou funcional, se não vejamos: Tenho uma cabeça achatada dos tempos em que a parteira não compreendia que a moleira amassava e terminava deixando o “bruguelo” com rosto para cima para que as visitas pudessem dizer: “hem, hem, é a cara do pai.” Tenho os cabelos muito bons até o comprimento de dois centímetros. A partir daí, ficam mais enrolados do que vidro que carrega exame de fezes. Eles são tão oleosos - combatidos duramente por xampus, condicionadores e tudo o mais, eu, heim... -, que mais se parecem caçarola de baiana, e vivem caindo mais do que a rede de energia da Concessionária. Um amigo meu vendo a desertificação, comparada aos meus cabelos na testa à época do Beatles e assemelhada às crateras da Amazônia, fulminou: “sua cabeça mais parece o palco do Rock in Rio tempos atrás”. Eu disse por quê? E ele, sem cerimônia, explicou: “por que sua calvície na frente lembra aquele grupo musical “Nenhum de Nós”. De lado está rarefeito a lembrar o grupo “Uns e Outros”. No meio, devido à calvície penetrante parece muito com o “Biquíni Cavadão” e atrás, completou, permanecem os “Heróis da Resistência”. Faltou dizer que a minha cara era uma “Sepultura” ou, no mínimo, um “Ultraje a Rigor”. Continuando a autocrítica visual, percebo ser a minha testa a única em harmonia. Também não adianta muita coisa, pois, até o momento, nunca vi ninguém se interessar por um transplante de testa. Pelo contrário, o local é mais apropriado para implante. Mas vai-te pra lá. Meus olhos, Ah! Meus olhos!... Quantas coisas boas tu já apreciaste e comeste avidamente. Se na alma, meus olhos são uma doçura - no meu entender - física e tolamente são projetados para fora, além de carregarem uns pterígios vermelhos que insinuam falsas interpretações. Mas como disse Marley, Deus deu olhos azuis e vermelhos a outros. Os dois já raspados inutilmente. E a cirurgia é o mesmo procedimento de 25 anos atrás. Preferível uma dor renal. Coitado do meu nariz. Até trinta e cinco anos eu me achava um cara lindo, não vou negar, porém, ai, porém, já desconfiava que não era bem assim, pois o perfil de papagaio não atraía a libido de ninguém. Um leve toque em sua extremidade para cima e o espelho e o cirurgião logo me garantem ficar bem melhor. Soltando o dedo, o canalha volta a se apresentar grotescamente. Bem, mas há quem goste desse meu jeito árabe de ser. O que isso quer dizer, não sei... A boca pequena de lábios finos. Nada que promova suspiros. Eu bem poderia ser salvo pelo sorriso, mas qual o quê: uns dentes amarelados cor de cana caiana eram mais separados do que casais brasilienses. Inibiam qualquer produtor a me convidar para comerciais sobre pastas de dentes. Não sei como, mas a querida dentista os reaproximou. Já rio assim meio politicozinho. Nada que amenize os corações dos meus credores. Poderia ser salvo pelo queixo, mas aí eu tenho também uma queixa a fazer: ultimamente, surgiu uma papada safadinha que abraça o coitado do tímido queixo, tornando-o um menino mimado, irritando todo e qualquer senso humano. O leitor poderia, compadecido, desejar ao menos, que o conjunto dessa parte superior do corpo humano fosse harmonioso, ao contrário do Zé Trindade e, fosse constituído de uma proporção agradável aos olhos. Pura ilusão! Eu me imaginava desde criancinha ser bonito, isto é, eu me achava, numa análise, digamos assim, um pouco tendenciosa. Para ser belo, só faltavam duas covinhas de cada lado do meu sorriso carismático. Sonho juvenil e passageiro. Coisa da moda. Mas para que tê-las? Até Elvis Presley ficaria com inveja. Deus desistiu. À cabeça chata e algumas (algumas?) peças falhas veio se juntar um par de bochechas molengas indutoras de uma carinha angélica, bem próxima dos anjinhos barrocos dos pés das santas, levando qualquer cidadão a identificar um panaca. Os outros membros - quanta ironia! -, isolados ou em conjunto, o desastre é o mesmo. Certamente, não fui projetado por um arquiteto e tampouco produzido no torno, como diziam os jovens do tempo de papai. O tronco, de frente, denuncia um achatamento que foge quilômetros da seção áurea. E o pior: um tronco volumoso e achatado assentado sobre um par de cambitos que, por sua vez, se escora nuns pés que mais que comprovam a tese darwiniana. E assim, me lembrando de Jorge de Lima, constato ser eu “uma triste ironia atroz que o senso humano irrita”. Eu que sonho espaços bonitos, sou justamente uma escultura maldita imprópria a esses espaços. Para completar, a barriga denuncia algumas agulhadas lá para as bandas do fígado e do intestino e dos rins e da próstata e dos pulmões e da vesícula e outras bexigas mais, pondo em extremada dúvida, a otimização - como gostava de dizer os economistas - desses órgãos. O coração, ah! Esse, que tanto já bateu descompassadamente pelo mal de amor, andava tão cansado pelo meu sedentarismo, lembrando mais um cão mofado, tão enfastiado, que nem sequer balança mais o rabo. Bom, nesse caso, o coração, mesmo dando seus apertos, é um sujeito mais condescendente: basta um carinho da amada e fica todo supimpa. Mas sempre fico de orelhas em pé diante dessa máquina que bate todo santo dia. Adianto aqui que evito falar em outras partes, pois na minha leitura gananciosa e exigente elas também não satisfazem ao meu ego. Enfim, duvido existir algo proveitoso - funcional e, sobretudo, estético - para um transplante. Algo que pudesse servir, após a minha morte, para a recuperação de qualquer vivente. De qualquer forma, o cansado corpo fica disponível após a minha partida que nunca sabemos pra onde. Bem, aprece que lá não se precisa de corpo. De antemão, alerto para o estado espoliado dessas vísceras. Se algo do que foi exposto valer à pena para alguém terei dado minha pequena contribuição, no tempo de minha existência, à longevidade da espécie. E assim, não homenagearei de corpo total o verme que se esconde na terra, como fez Brás Cubas, mas sim a própria espécie.
Escrito por Pedro Cabral às 07:44:12
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Segredo Lou Correia
Assim está ela... No silêncio doce da espera, Mais parece uma estátua fria... A brisa agita-lhe o corpo Sombreando-lhe o rosto... A chuva fina molha-lhe os pés... É a saudade que sente, O segredo doloroso das emoções De uma alma que chora Que soluça...!!!
Escrito por Pedro Cabral às 08:26:39
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Atualização de slogan Clientes de bancos de todo o mundo, uni-vos! Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:25:28
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Redução da maioridade penal Isto não vai resolver. É apenas mais um passo na direção do absurdo da pena capital. O problema é que nós, pequenos burgueses não assumidos (ou camuflados), sempre optamos pelo caminho fácil de condenar à pena de morte, aqueles que já cumprem pena de vida. Tadeu Patriota
Escrito por Pedro Cabral às 08:24:13
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Trocando os olhos pelas mãos Pedro Cabral
Na porta do mistério guardei todas as minhas curiosidades. Adentrei o recinto desprovido de olhares. E cego, tateei as paredes, com meus dedos curiosos. Não havia mistério nenhum. Não havia mistério nenhum no silêncio entre os meus dedos.
Escrito por Pedro Cabral às 08:23:47
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Bicho-homem Pedro Cabral O povo ficou com pena do ursinho Knut. E agora chora também por causa da solidão do ursinho Ernst. Quando chegará o momento do povo chorar pelas crianças da Somália?
Escrito por Pedro Cabral às 08:22:11
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Prisão de ventre judicial "Prender desembargador e juiz é que nem peido. Você prende, prende, prende, mas acaba soltando". Enviada por Petrúcio Codá
Escrito por Pedro Cabral às 08:21:31
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Contra-ditos Ultimamente o vocabulário do nosso querido deputado Paulão só gira em torno do "contraditório" e da "contradição". Toda entrevista ou discurso em plenário contem sempre um desses termos. Que tal, contraditar isso, camarada? Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:20:38
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 Charge: Enio
Escrito por Pedro Cabral às 08:08:59
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Strip-tease Uma moça muito bonita e sensual estava fazendo um strip-tease numa casa noturna. A platéia começou a aplaudir quando ela tirou a blusa mostrando os lindos seios. Depois tirou a saia e a platéia voltou a aplaudir. Depois virou de costas e começou a tirar a calcinha e rebolar. Ninguém aplaudiu. Meio sem graça, ela correu para os camarins e lá dentro se queixou ao diretor do espetáculo:- Não consigo entender o que aconteceu. Quando eu mostrei a coisa mais linda que eu tenho, ninguém se manifestou, ninguém bateu palmas. Por que razão?E o diretor responde:- Como é que você queria que eles batessem palmas com uma mão só, minha filha?
Escrito por Pedro Cabral às 08:06:13
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Enquanto O Pois É já adentrou o mês de novembro e vai cagota serena furando o futuro. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:05:41
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A apatia alagoana Em maio de 2007 o nosso querido maltês, o médico José Roberto, perguntava angustiado, diante de tanta violência que assolava Maceió: por que estamos tão calados? Parece-me a pergunta ainda cabe hoje em dia. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:04:53
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Enquanto isso, na varanda da Terra... As palavras estavam depositadas displicentemente no lixão da memória. Um gole de cachaça realinhou essas coitadas desprestigiadas e gerou um sentido tão sem sentido, tão espontaneamente dito, declaradamente intuitivo, que a crítica literária gostou. Pois é, poetas não têm razão. Antes, têm guardado certo combustível que mistura com saudade. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:03:41
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Espaço aberto Pois é Pedro, basta deixar um espaço aberto e tem gente que já começa a jogar lixo nele. Outros fazem até "caquinha" (merda mesmo). Ludmila Paranhos
Escrito por Pedro Cabral às 08:02:59
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Enquanto isso, na sala de visita da Terra... A banda de pífanos se esqueceu de sair. A mulher que vende acarajé teve preguiça de comprar o feijão. O sol se escondeu por trás de uma nuvem sem sentido. E tudo isso aconteceu quando o pastor bateu no gaguinho, querendo expulsar um demônio que também era gago. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:02:28
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O ópio do povo As ideologias continuam existindo, ajustando-se, porém, aos novos tempos, às novas realidades. Ninguém pode passar a vida toda pensando do mesmo jeito. F. Ilton Morais
Escrito por Pedro Cabral às 08:01:21
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O caminho das pedras Bandidos, pastores, artistas... Todos querem ser parlamentares. O negócio deve ser bom. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 07:59:40
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Heranças... Horrível a briga dos filhos da Zey por herança. Parece coisa de usineiro alagoano. Zu Guimarães
Escrito por Pedro Cabral às 07:57:51
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 Charge: San
Escrito por Pedro Cabral às 07:52:59
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Taquicardia Ainda não ouvi as músicas, todavia o título do CD da cantora Isabella Taviani é muito interssante: MEU CORACAO NÃO QUER VIVER BATENDO DEVAGAR. Gilson Passos
Escrito por Pedro Cabral às 07:51:02
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Será possível? Dom Pedrito, dizem que o texto abaixo foi pinçado de uma prova do Enem. Não acredito. Será verdade? Veja só: 'Redassão' Tema: 'O mano' Quando eu tiver um mano, vai-se chamar Herrar, porque Herrar é o mano. Zealberto Costa
Escrito por Pedro Cabral às 07:49:28
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Ibys Maceioh Violonista, cantor e compositor estará no dia 5 de novembro, às 21 horas no Bar Reserva Pinheiros, no show Caçuá Musical, mostrando suas composições e temas dos grandes mestres da MPB. Além de seu violão, terá a participação especial do percussionista Jefferson. Rua dos Pinheiros, 754. tel. (11)30627113. Vamos lá?
Escrito por Pedro Cabral às 07:47:54
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Dorus, o chapuá caeté... Meu Bacharel; Dorus primo de Chapuá, no sentir da preta Laura de dores bem aventuradas, defende as pelejadas Madalenas,que montou e apeou no jumento do Padre Bidião após passeio as margens Manguaba das Santas Sextas as luas de lobisomens curumins nas visões ALVORADINHA, a fé do amanhã na comunhão, brindamos nossa gente que dorme eternamente diante da peste humana no sola sol torrão gente, na aguardente chamamos os índios do engenho velho. TERRA DE ARTUR RAMOS, E DOS MANDINS, DEU BODE...Quem a Deus pede, adeus Terá...Paz na terra aos bacharéis de boa Vontade...O Cordeiro de Deus que Tire o pecado do MUNDO...Padre Bidião
Escrito por Pedro Cabral às 07:42:59
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Anjo da guarda Dydha Lyra Cinza, fria e lentamente, se fez a manhã! Nos olhos, uma luz de ontem me amanhece. Despenca da última estrela um anjo gordo, atônito e bêbado... Como se pudesse, escorregando na chuva, segurar minha mão.
Escrito por Pedro Cabral às 07:38:22
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Energia elétrica mais barata O nosso querido maltês Rafael Lessa anda exultante com a conquista do deputado federal Maurício Quintella de baratear a energia elétrica aqui em Alagoas. Aguardemos os resultados nas próximas contas. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 07:34:23
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Uma biblioteca particular para o povo 
Pedro Cabral inspeciona o trabalho de limpeza e catalogação da biblioteca que pertenceu ao meu pai, Antonio Pinto Guimarães. Os livros serão doados para uma instituição. Comandando tudo isso, para honra da minha família e atendendo o desejo do meu pai, o jornalista, arquiteto e amigo, Enio Lins. Texto e foto: Zu Guimarães
Escrito por Pedro Cabral às 07:29:26
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Pois é, uma crônica Indestrutível! Impagável! Inenarrável! Pedro Cabral Era um sábado. Atendo ao telefone. Inomináaavel! Irrepreensíiivel! Incomensuráaaavel! Era Paulo Renault com seu vozeirão a usar epítetos para me seduzir a tomar umas com ele junto com amigos no bar da Zefinha, em Jaraguá. Descobrimos esse lugar nos idos de 1991 e, ano passado, durante solenidade de lançamento do seu livro, o local passou a ser denominado Largo do Poeta, em justa homenagem. Paulo Renault parecia fisicamente com Gauguin. Ou mais aproximadamente com o velho Teotônio quando novo, em voz, bigode e chapéu. Voz de coronel. E só. Preferia ser poeta. E era poeta. Mal pago como todos os poetas. Com direito a tudo que um poeta pode ter: irreverência, sensibilidade, paixão, cultura, ironia, ociosidade e o diabo a quatro. Ficava revoltado quando eu dizia ser ele o quarto melhor poeta de Alagoas. E aliviava mostrando a evolução de sua poesia. Quem sabe no próximo ranking... Certa vez o bar da Zefinha não estava aberto, mas ele conhecia outros caminhos. E chegamos ao bar do Toinho, ali pelas beiradas da Praça Sinimbu. Ali, ao lado dele, ouvindo-o, eu viajava por muitos universos. Adentrávamo-nos no Concílio de Trento, no radicalismo dele em só ouvir composições de Edu Lobo, Chico Buarque e Tom Jobim. E mais ninguém. E se desmanchava em sorrisos para a Leureny. Encantava-se com a harmonia do Chico Elpídio. Metia a lenha naqueles políticos aproveitadores das instituições culturais, ria com o bêbado do balcão e contava a última piada do dia. E se afobava com quem lhe serrava um cigarro. Naqueles momentos, eu me aproximava da vida urbana. Dos valores de cada ser humano na reconstrução de uma sociedade provinciana. Lá pras onze da manhã daquela segunda-feira modorrenta, eu dizia: Paulinho, vou zarpar. Pra onde, Pedro Cabral? Ir pra onde, me diga? E sapecava: a semana já está perdida mesmo. E ria. E eu ria. E ficava. E ganhei a vida vivida. Em 2003, Paulo Renault teve um piripaco, pegou carona numa nuvem e nunca mais voltou. Passei umas duas semanas sentando diante de uma cadeira vazia, num boteco qualquer, esperando ele voltar com suas histórias impagáveis. Outro dia, seus amigos leais sentaram em volta de uma mesa e um silêncio corporal anunciou sua presença. Ninguém falou nada, mas sabia. Deixou a mulher, dois filhos e a boemia. Deve estar agora tomando uma com Tom Jobim. Eu só sei que agora as manhãs ensolaradas das margens do Salgadinho por onde caminhavas ficarão sem o teu bom dia encefálico. Agora as horas pertinho do meio-dia quando acalentavas a sede sóbria e decente ficarão sem o teu gosto adocicado. Agora os começos de tardes que nunca negaste o prazer de serem belas tardes ficarão sem a tua ironia fraternal. Agora todos os finais de tarde e começos de noites quando continuavas os sonhos ficarão sem o teu cordial sorriso. Agora as noites frias, acaloradas, chuvosas, tristonhas, alegres, comuns, silentes, ficarão sem a tua poesia marginal. Agora as madrugadas, os dias, os meses, fevereiro, outubro, o ano bissexto, o sol ficarão sem a tua companhia política. Agora o buraco da Zefinha e tantos outros botequins despidos de vaidade e ódios ficarão sem a tua presença marcante. Agora os amigos provocadores, os inimigos indigestos, os concorrentes honestos ficarão sem o teu diálogo catedrático. Agora os dicionários, os romances, as ruas populares da cidade feia que amaste ficarão sem o sol do teu argumento. Agora aquele silêncio na mesa cheia para que tu ressuscitasses a poesia esquecida ficará totalmente inválido. Agora, teus amigos comuns que procuravas e o procuravam nas sextas e sábados não se degustarão com tua voz, teu sorriso profano, afável companheirismo. Agora estamos sós. Tu partiste para New York. Foste dar uns esculachos em alguns canalhas. No céu, cante para os anjos e demônios as “tuas portas antiqüíssimas...”
Escrito por Pedro Cabral às 07:23:09
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Chefia... O chefe de um departamento, sentindo que seus subordinados não respeitavam sua liderança, resolveu colocar uma placa na porta de seu escritório onde se lia: "Aqui quem manda sou eu". Após ter voltado de uma reunião, viu o seguinte bilhete pregado junto à placa: "Sua esposa ligou e pede para que devolva a placa". Enviado por Noemia Coimbra
Escrito por Pedro Cabral às 08:45:12
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Horas marcadas Eu me desfiz do relógio para conhecer o tempo. As horas na palmas da mão. O danado é o celular e o carro ainda trazerem a marca das horas. E latejando, insistem em me dizer que não posso fugir da marcação. E mesmo sem horas, elas habitam o meu tempo. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:44:36
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Em verdade, vos digo... Todo Macho Fudedor tem o Machucado Avermelhado...Perdão por Não Ser Santo...Padre Bidião
Escrito por Pedro Cabral às 08:42:06
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Uma árvore a menos Uma árvore a menos no Jardim do Horto. Esta, na rua Sapucaia, foi derrubada no sábado, dia em que os órgãos que cuidam do meio ambiente estão de folga...! 
Foto e texto: Zu Guimarães
Escrito por Pedro Cabral às 08:40:10
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Freud explicaria Ao invés de usar os restos de aço das torres gêmeas para fazer um monumento à paz, os americanos construíram um navio de guerra. Stanley de Carvalho
Escrito por Pedro Cabral às 08:37:04
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Adão displicente Pagamos pela falta de cascudo de Adão em Caim?? Sóstenes Lima
Escrito por Pedro Cabral às 08:35:21
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Nem se concorresse sozinho Até quando ser o segundo lugar é a meta, o infeliz do Barrichello decepciona. Léo Villanova
Escrito por Pedro Cabral às 08:26:48
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Alteroso Está o maior zum-zum-zum na internet sobre a festa de Calvin Klein no Rio de Janeiro. Contam que um governador da moda lascou o tapa na namorada, à vista de todos. E a conversa vai mais longe. Diz que o governador estava diferentemente alterado. Assunto pra semana. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:19:38
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Jardins Levei um livro para mexer com a libido de Cidinha e ganhei outro, que mexeu bem no meu humor: O Presidente do Jardim, de Joel Silveira, grande amigo de Rubens Braga, por quem Cidinha entregaria seu doce coração. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:14:39
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De cabeça pra baixo O que se pode mais esperar desse mundo? Dois filhos, um dia depois do enterro da mãe, se engalfinham pela herança da mãe. A filha agride irmão com uma lâmina em pleno shopping center. O que se pode mais esperar? Quando se vê um milhão de pessoas seguirem em passeata dois pastores que foram presos, por desviar dinheiro do país, o que mais pode se esperar? Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:09:37
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Salário errado Um funcionário vai até o chefe do departamento pessoal da empresa, para reclamar que vieram 500 reais a menos no seu salário. O chefe do departamento, fala em tom solene: - Luís, o mês passado nós lhe pagamos 500 reais a mais e você ficou quietinho. Agora que a gente está lhe pagando 500 a menos para compensar o erro, você vem e reclama? - É que um erro eu deixo passar, mas dois já é demais!
Escrito por Pedro Cabral às 08:04:51
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Nós, o povo caeté! Por favor, Senhor Pedro Cabral. Dê uma sacudida na cabeça desse meu povo alagoano. Ele está esquecendo da sua história e enterrando os índios Caetés e seu massacre de sofrimento e dor. Milhares de índios alagoanos que tombaram pelo bem da cretina nação portuguesa e hoje a maioria se envergonha do nome caeté. Vamos valorizar o que é nosso. Professor Enisvaldo Souza
Escrito por Pedro Cabral às 08:04:20
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Maioridade Penal Manifestar-se contra a redução da Maioridade Penal é atitude típica de pais e padrinhos de jovens marginais que se aproveitam da impunidade para tocar fogo em índios e mendigos, além de outros crimes bárbaros. A maioria dos países já adota tal medida há muito tempo. Petrúcio Codá – desde o Baixo Pirulito
Escrito por Pedro Cabral às 08:03:44
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Ao som da orquestra E o nosso querido maltês o penedense de primeira hora Fernando Andrade contemplou a mim e ao nosso querido maltês Baigon com cópias de um disco raríssimo: Jamelão cantando com a Orquestra Tabajara. O nosso Baigon toca neste disco. Isso deixou a malta querida bastante curiosa, pois se percebe a voz de Jamelão de um menino. Isso quer dizer que...Não quer dizer nada; Baigon é um gênio. Começou a tocar baixo ainda no tempo quando era molequinho dos seus 3 anos e meio de idade. Ora. Fernando Andrade também me presenteia com um livro de Samarone Lima: Viagem ao Crepúsculo. Trata de um relato sobre a bela Cuba. Valeu, meu bom Andrade! Que traz Penedo por terra, por céu e por mares. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:02:27
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A cama de Procusto Aydete Vianna Se ultrapassas o contorno Dos códigos estipulados Para traço dos teus passos, Cuidado! Teus pés podem ser cortados. Se te recolhes, medrosa De viver um grande amor Sem excederes a raia Do preceito ameaçador, Estejas tu de atalaia. Procusto espera ansioso Pela sessão de tortura: Puxar teu corpo, teu ser. Até alcançar a moldura Do leito que é teu viver.
Escrito por Pedro Cabral às 07:54:58
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 Obra de Dydha Lyra exposta no Espaço Due da Ponta Verde
Escrito por Pedro Cabral às 07:50:52
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As façanhas da Tia O nosso querido cantor Dydha Lyra, sempre irreverente e brincalhão, chegou na Tia falando "carioquês": Oh, Tchiiia, meu amooorrr, tem aguinha dige côôco? Tchiiiaaa? E a Tia calada, calada. Aí o Dydha ataca... Tchiiaa, pra que esse acarajêê... E ela: - Pra enfiar do seu cuê! Zé Ivo Bulhões
Escrito por Pedro Cabral às 07:46:17
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Enquanto isso no diário de Doquinha... “Minha mãe quer que eu me case com Hebe Camargo. Antes era com Elizabeth Taylor”. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 07:44:58
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O mágico Marco Pólo
com uma das mãos ele desfaz as coisas no ar com a outra constrói castelos e joga areia nos olhos da gente.
Escrito por Pedro Cabral às 07:43:46
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 Charge: Enio
Escrito por Pedro Cabral às 07:42:01
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Pois é, uma crônica A Lua e a arquitetura Pedro Cabral Outro dia, vi surgir no horizonte uma redonda lua que, horas antes havia iluminado as areias do deserto. Decerto, ela teria presenciado mais um comportamento insensato dos terrestres, ao se envolverem numa guerra estúpida. Como pode a Lua entender do alto do seu silêncio que esses homens estão se destruindo quando eles mesmos foram e são capazes de fazer coisas tão belas que a própria Lua se encanta e brinca de derramar seus raios a realçarem os contornos e as formas criadas pelos homens? A Lua certamente tem uma contribuição inestimável para a Humanidade. E deve se encantar ainda quando entre seus olhares e a Terra nota os satélites artificiais a concorrerem com ela, em busca do progresso, mas que também se prestam a espionar na intenção dos malefícios, quando bisbilhotam quintais dos seus vizinhos. A Lua não. Passa discreta. Guarda seus segredos. Talvez leve consigo um sorriso irônico, diante das contradições que observa nos quatro cantos do mundo. Do nosso mundo aqui. De toda forma, ela prefere pousar seus olhos sobre a criação. A pura criação. Então, vejamos: como é belo imaginar a Lua a deitar sua luza sobre um palácio em Bagdá. Um jardim na Babilônia. Uma ponte na Inglaterra. Uma torre em Paris. Um arranha-céu em Nova Iorque. Uma pedra lapidada em Jerusalém. Uma casa em Jericó. Um sorriso na Turquia. Um minarete na Arábia. Um pagode no Japão. Uma muralha na China. O Escorial na Espanha. Um castelo na Alemanha. Uma favela no Brasil. Um riacho canalizado na Hungria. Um olhar sobre um barco no Mediterrâneo. Um quintal em Moçambique. Um canal no Panamá. As pirâmides do Egito. Uma estátua na Grécia. Uma praça em Veneza. Um caminho nos Andes. Um bairro argentino e uma ferrovia em Praga. Se não for exagerado pedir, continue malta querida, a imaginar a Lua a se derramar por sobre uma canoa num riacho. Uma prancha no Havaí. Pinturas nos corpos amazônicos. Em roupas coloridas africanas. Tendas brancas nas areias do Saara. Sobre oferendas no Tibet. Numa carranca no São Francisco. Sobre Machu Picchu e sobre Parati. Uma obra de Niemeyer. Um espaço de Lúcio Costa. Uma escultura de Ceschiatti. Uma tribo Ianomâmi. Uma janela colonial e barquinho de papel no Pratagy. A Lua também sorri para Cuzco, Maputo, Tirana, Havana, Sibéria, Aruba, Cartago, Valparaíso, Lençois, Pajuçara, Guanabara, para mim, para ti, para vós. Por isso, enquanto houver Lua - mesmo que minguante -, esta será o holofote da arquitetura, o holofote da criação. Ainda existe um sem número de obras que a Lua repousa seu brilho. Ela terá a chance de se alegrar mais ainda com as nascerão de quem sonha somente construir, jamais destruir. Sempre criar. Construir para abrigar. Construir para proteger. Construir para amar. Construir para se viver condignamente. Sem a exploração gananciosa de um sobre o outro. Construir espaços para abrigar uma sociedade igualitária, assim com os mesmos direitos de se ver a Lua. Não podemos ficar insensíveis à miséria de milhões de seres humanos que não teem onde morar. Temos que modificar com dimensões significativas os fundamentos de uma sociedade que continua a negligenciar a condição humana. A nossa imaginação não pode se congelar. A invenção boa não pode se exaurir. Sem perder o senso da união, novos caminhos se abrirão para uma sociedade justa. Certamente, por eles, a Lua alegremente andará. Quem por outro lado, busca a destruição, a Lua também iluminará, mas nesse caso, de forma pálida. Olha lá, a Lua está no céu inteira, quer ser brilhante e está toda nua. É só olhar.
Escrito por Pedro Cabral às 07:38:45
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A alma do Padre Bidião Meia noite, sai aquela figura tétrica do quintal da casa de Dona Quixibinha. Vestido de preto, de saiote preto, de sapato preto e sem coeca... Peraí, sem coeca? - Como a senhora tem certeza, Dona Quixibinha? - Foi! A alma do Padre Bidião, que no pingo da meia-noite sai do corpo dele para atentar às mulheres honestas, olhe aqui! - Levantou a saia e suas pernas ainda estavam latanhadas como que um animal as tivesse esfregado no calor do amor. Doro - Bacharel das Peripécias.
Escrito por Pedro Cabral às 13:20:26
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Perdidos no espaço A violência em Alagoas continua de vento em popa. Assaltos à mão armada em tudo que é restaurante, boate, escritório de arquitetura, clínica, shopping. E o governo mais perdido que o santo graal. Mais perdido que a arca da aliança. Mais perdido que cabaço no Mossoró. Mais perdido que cego em tiroteio. Mais perdido que cachorro em procissão...Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 13:19:50
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Pague e morra sem usar Percebe-se claramente na mídia a orquestra a tocar maquiavelicamente a campanha da dívida da previdência, induzindo sub-repticiamente a consciência que se deve fazer uma nova reforma e, como tal, mais uma vez retirando direitos dos trabalhadores. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 13:18:53
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Lavoisier pós-moderno Filosofia hightech! "Na vida nada se cria, tudo é Ctrl+C, Ctrl+V!" Um abraço Pedrão! Filhão. Eduardo Carvalho, desde Olinda de todas as ladeiras.
Escrito por Pedro Cabral às 13:17:33
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Alcagüetes Maurício de Macedo Encontravam guarida em todos os governos adaptavam-se às ideologias mais diversas Articulando-se da periferia para o centro (entrava governo, saía governo), deitavam suas raízes nas fímbrias do poder os militantes do ressentimento e da delação. Ao Estado convinha dispor em sua máquina desses cães farejadores. (Afinal de contas os cães servem e não têm ideologia.).
Escrito por Pedro Cabral às 13:15:16
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Antidemocrático Acompanho daqui do meu canto uma historinha que se desenrola já há alguns anos. Não sei se vocês perceberam mais os parlamentares resolveram?inovar? e já aprovam antecipação de eleição de mesa diretora de suas casas para mandatos que eles ainda nem possuem. Veja só até onde tem chegado os malabarismos políticos e regimentais, com eles/elas aprovando? leis e decretos? para passar por cima do princípio democrático, ético. Como de sã consciência aceitar que o presidente atual seja reeleito? três vezes - e com um detalhe que desmoraliza a armação?: para presidir o legislativo num período que ele ainda não foi nem eleito. Alô Ministério Público? Um abraço, Ivaldo Gomes Pois é: isso conteceu aqui em Alagoas, Ivaldo, e a Justiça desceu a cepa.
Escrito por Pedro Cabral às 13:13:38
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Enquanto isso, o carioca tira de letra... Bar numa favela tinha a seguinte placa na porta: "temos cerveja gelada e TIRO A GOSTO".
Escrito por Pedro Cabral às 13:11:41
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De novo, novamente Eu era menino e matuto quando os "socialistas estudiosos", os mesmos que hoje estão no poder, esbravejavam que segurança pública não se fazia "com o binômio armas e viaturas". O tempo passou, o mundo evoluiu (?) e semana que vem a PMAL receberá mais 12 novas viaturas, coletes, armas e munição. E Cazuza até hoje tem razão...eu vejo um futuro repetir o passado e um museu de grandes novidades. Gilson Passos
Escrito por Pedro Cabral às 13:10:38
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O sorriso que engana A grande mídia pode vir até a endeusá-lo, mas o primeiro-ministro da Grã Bretanha, Tony Blairfe, ficará, neste jornaleco, para sempre, com as mãos manchadas de sangue. Ainda bem que a Europa não o aceita como presidente. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 13:07:53
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Repelente Se as muriçocas gostam de mim, é por que o meu sangue é bom ou é ruim? Tá, tá...já sei. Precisa dizer, não. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 13:06:26
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Sozinho Depois de um dia inteiro de caminhada, o caçador e seu guia chegam finalmente ao pico da montanha. À noite, em torno da fogueira, os dois conversam: - Sabe, Ramiro, você é um grande guia e me inspira total confiança, mas fico pensando uma coisa: se por acaso eu sofresse algum acidente ou ficasse doente, como você faria para me levar de volta para a cidade, eu com os meus 90 quilos? - Nenhum problema, patrão. No ano passado, desci sozinho nessa montanha, levando nas costas um javali de quase 200 quilos. - Duzentos quilos? Sozinho? Como você fez isso? - Umas dez viagens, patrão.
Escrito por Pedro Cabral às 13:04:14
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O senhor da intuição “O tempo rende muito quando é bem aproveitado”. J. Goethe
Escrito por Pedro Cabral às 13:03:43
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Ser ou não ser? E aquele cidadão é tão indeciso, mas tão indeciso que um dia estava se olhando no espelho e o espelho demorou dois dias para refletir.
Escrito por Pedro Cabral às 13:02:49
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O relógio Cassiano Ricardo
Diante de coisa tão doída Conservemo-nos serenos Cada minuto de vida Nunca é mais, é sempre menos. Ser é apenas uma face Do não ser, e não do ser Desde o instante em que se nasce Já se começa a morrer.
Escrito por Pedro Cabral às 13:01:30
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Ignacy Sachs em Maceió Prezados (as. Encaminhamos convite para a palestra do Prof. Ignacy Sachs, sobre Ecodesenvolvimento, na próxima quarta-feira, 04, durante a IV Bienal do Livro. Contamos com a presença de vocês. Sérgio Moreira
Escrito por Pedro Cabral às 12:59:24
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O sermão de Padre Bidião Oh! Pobre mãe triste, quem tem um filho que na boca peida e na boca faz garagem de marreta na cruzeta de Cremosa na catinga de Dom Salgadinho, que nas madrugadas de El Maceió promove seu desfile de bandas tais na "RATARIA" aos esgotos dos capitais promovem a terra dos Marechais de pijamas, q no passado recente Pilar na sua descida diabla promoveu com monumento: ”ROLO DO MAJOR” rola até hoje na idéia de uma apilação miserável em nosso torrão gente, na sofona de Ciça cara de cachorra é só festas aos buracos do capital... Oh! Maceió é três ladrão e homem Só...Perdão senhor por tanto pecar e santo não SER...O Cordeiro de Deus que Tire o Pecado do Mundo. Padre Bidião
Escrito por Pedro Cabral às 12:56:35
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A PEC do Renan A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reagiu à aprovação na noite de ontem da proposta de emenda constitucional que muda a regra para os pagamentos dos precatórios - as dívidas decorrentes de decisões judiciais, na comissão especial da Câmara. A entidade, que classificou a emenda de "calote", vai tentar convencer os deputados a não aprovar o projeto no plenário. "A PEC é inconstitucional, tunga o cidadão credor da Fazenda Pública e será o maior instrumento para afastar investimentos internacionais no País", afirmou o presidente em exercício do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Vladimir Rossi Lourenço. "É o maior escândalo público-financeiro da recente história constitucional brasileira", disse. A OAB contesta a proposta aprovada na comissão especial da Câmara, na forma do parecer do relator, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A entidade critica a instituição de um limite anual para o cumprimento de decisões judiciais, o prazo de 15 anos para pagar os credores e a instituição de leilão para priorizar o pagamento dos credores que concedam os maiores descontos. "A decisão da CCJ impõe às decisões judiciais uma condição de ser uma simples recomendação quando fixar valores que devem ser pagos pela Fazenda Pública", afirmou Vladimir Rossi. José Pinheiro Calado
Escrito por Pedro Cabral às 12:53:32
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O combustível de Alagoas Mestre Pierre. Peguei os dados da tua Tabela e coloquei-os em ordem decrescente. Não deu outra - Alagoas na cabeça (vide a mesma em anexo). De cara não vejo motivo plausivel que justifique tal situação. Em contrapartida, vê-se o Ceará e a Paraiba apresentando os menores preços. Se as autoridades não são capazes de esclarecer e solucionar este problema, cabe aos consumidores - maiores prejudicados - adotarem aquela Campanha que sempre surje na internet - deixar de adqurir gazolina da maior fornecedora do produto. Petrucio Codá.
Escrito por Pedro Cabral às 12:51:10
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Turismo sem sexo O noticiário da concorrência global vem dando ampla divulgação ao furdunço dos diabos causado palas belas pernas da "galegão", uma guapa jovem aluna d'uma escolinha paulista de turismo. Curioso e inusitado nesse auê todo foi o alunado turístico, despeitado e enfurecido, botar pra correr a galega boazuda, pernuda e desnuda; é muito puritanismo besta ou boiolismo demais. Viadagem, pura!!! Nos bons antigamente, a "galegão" seria eleita na escola Miss Escultura. Audemaro Araujo Silva, desde a Jatiúca em Maceió das Alagoas.
Escrito por Pedro Cabral às 12:49:36
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É ou não é? Hugo Chavez levou Lula para o lançamento de "um novo modelo de construção socialista" a ser implantado na Venezuela. Contratou, sem licitação, a construtora Norberto Odebrecht (um dos símbolos do capitalismo e da corrupção) para tocar as obras físicas do projeto. Ao ser questinado sobre o feito inexplicável, Chavez gaguejou e terminou dizendo que isso era um detalhe. Ah, tá bom!!! Gilson Passos
Escrito por Pedro Cabral às 12:47:46
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Papel no Varal No sábado, dia 7, às 20h ocorrerá outro Papel no Varal, com nova seleção de poemas, no estande da SECULT/Biblioteca Pública. Sexta-feira-13 vem aí. Aguarde! Ricardo C. Cabús
Escrito por Pedro Cabral às 12:46:25
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É mentira?! Não leve a vida muito a sério: você não sairá dela vivo! Stanley de Carvalho
Escrito por Pedro Cabral às 12:44:32
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Hipocrisia Prezado Pedro Cabral; Parece que dificilmente será elucidado o assassinato do estudante Fábio.Mas pelo menos alguma coisa vem à tona - a hipocrisia que impera entre as classes dominantes,aqui em Alagoas. Um abraço do Maurício de Macedo.
Escrito por Pedro Cabral às 12:39:36
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O bondinho do Corcovado Arlene Miranda Desliza sobre os trilhos, o bondinho, Levando sonhos de corações ardentes. Sem pressa, lá se vai devagarinho, Amores carregando em seus dormentes. E na doce alegria que o invade, Por sinuosas curvas desta vida, Vai conduzindo, alegre, a liberdade Sem temer os atalhos da subida. Em cada rosto, a emoção vibrante, Em cada olhar, a cor do diamante, Prazer em cada boca a sorrir. Cortando a linda mata, verdejante, O bonde vai subindo, a todo instante, Margeando a florzinha a se abrir.
Escrito por Pedro Cabral às 12:37:01
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 Charge: San
Escrito por Pedro Cabral às 11:56:34
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Pois é, uma crônica
Cangaceiros Pedro Cabral Cangaceiros escondidos num buraco de Angicos na caatinga rebelde. Cangaceiros rebeldes transmutados em caatinga, Transformados em poeira, Escondendo gestos nos gravetos espinhentos de xiquexique. Entre frutas magenta de mandacaru, a matar a sede, Cangaceiros sedentos quase espinhentos, todos rebeldes. Uma trilha muito estreita, um caminho de terra vermelha em busca do rio. Uma ladeira cercada de mata aparente ligando o rio A um morro-defesa Cercando um buraco - leito de rio seco - ainda sedento De água fresca. Entre galhos bem secos de árvores secas que lembram a Seca Cangaceiros sadios, quase sedentos, povoam o lugar. Entre pedras-santuário parecendo cama, parecendo altar, parecendo assento, Cangaceiros cruentos reunidos em convenção Promovendo estratégias Sobre as lidas dos Macacos, a vinda de Corisco, O adeus de Lampião. Mata rala, translúcida, aparentemente frágil, aparentemente. Transparente, mas impossível de se mergulhar... Em seu conteúdo Aqui ou ali, às vezes um carcará, rasgando o som alto De máquina cortante. Cangaceiros reluzentes, sob um sol abrasador, se preparam para a noite. Quando a noite vier, com suas cachaças ardentes... Em garrafas lambidas Atiçando valentias, sonhando conquistas De ouro pungente. Haverá presságios na noite vizinha? Onde senta Canário? O que pensa Maria? Cangaceiros de roupa cor da terra, da cor do burro, da cor da mata e da cor do susto Despistados de arbustos repletos de armas agudas Semelhantes suas facas Onde o sol se reflete como se fosse pedra, como se fosse espelho De água e óxido.
Escrito por Pedro Cabral às 09:24:54
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Os pássaros -que-não-cantam não se atrevem nessas caatingas a ver neles a carniça Pois já cansaram de ver cangaceiros serem paisagem Resistente qual a pedra E de longe assistem, emudecidos, ao silêncio do cangaço Na mata silente. A mata guardiã não é tida como mata, antes seja caatinga rala para quem olha de longe. Mas se a vista alcança, a mata é lança, caatingas em tranças Estruturam fronteiras. E os cangaceiros, ditos errantes, praticam frementes, grunhidos bacantes; Pois a noite os espera em festa privada. Longe de olhares, possíveis vexames em casos belígeros. Fica de guarda, Criança! Te cuida, Juriti! Não dorme Cirilo! E como se espera, a noite infalível comparece em julho de um azul noturno. Talvez as estrelas assistam silentes a gente contente Conversar no escuro São sibilos noturnos parecendo corujas Em prosas notívagas. São cangaceiros contentes, pois alguém presente contou que os Macacos Partiram certeiros para campos opostos conforme notícia. O que sonha Zé Sereno? O que pensa Balão? O que prega Luís Pedro? Talvez numa fazenda, talvez numa paz longínqua, talvez manterem-se guerreiros. Talvez vingativos, em dívidas de sangue, em raivas históricas De injustiças infindas. Talvez numa mulher daquelas brejeiras Com a coragem de Maria. Com a vontade de Dadá, com a presteza de Nenê, com a garra de Moça E o ímpeto de Inacinha. Volta-Seca, tu te alembras daquela fazenda De casa branquinha? Casa branca, casa branquinha... Certamente, houve festa pela noite embriagante até o raiar da triste madrugada. Quando tiros tramados em trilhas de cerco emboscaram em xeque O bando dormente. Pássaros voaram, as árvores gemeram, a terra sentiu, E os gritos fremiram. A noite entrega ao dia, corpos mutilados deixados de lado, quengos - vazios. Cabeças cortadas mostradas ao povo, servindo de novo de ubi lex, ibi poena. - onde há lei, há castigo.
Escrito por Pedro Cabral às 09:24:00
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Cangaceiros sem jazigos espalhados pelos cantos esperando por um canto, Uma reza, um perdão? Com seus olhos esbugalhados, sabendo do frio corte, Distantes do corpo. Hoje uma história contada com a certeza do nada Apesar de fotos e contos. O lugar existe, a versão existe, mas os pássaros não são mais os mesmos, As árvores talvez sejam, as pedras certamente, e até mesmo alguns viventes. Onde andas Lampião? Onde estás Maria Bonita? Ainda sois cangaceiros? Ainda sois cangaceiros? Se tu és Lampião! Se tu és tão bonita! Se tu és tão bonita... Onde andas Lampião e se por onde andas tens ainda o teu chapéu de Napoleão? Ainda costuras moedas em tuas armas enfeitadas como cavalhadas ibéricas? Ainda tens Maria Bonita em teu cortejo, sacolejando teus sonhos mais íntimos? Que bando te acompanha? Que sonhos te acompanham, velho guerreiro? Deixaste rastros de história, tu que eras mestre nos rastros da enganação. Deixaste restos de memória, tu que viveste tempos de solidão. Onde andas Lampião com teu bando de cabras da peste? Infernizando novos mundos, novas regras, novos mestres? Mandando teus capangas seduzirem mulheres casadas? Visitando fazendeiros carentes de segurança? Convocando coiteiros para zelar tua estadia? Ou estás, aposentado, comendo em algum céu rodelas de melancia? Ou estás parvo, tristonho, pecador, na porta do inferno em triste melancolia? Ou simplesmente te encontras Enterrado no solo de Sergipe, onde dormiste a última vez? Os pássaros -que-não-cantam bem provavelmente não te comeram. Deixaram o privilégio para a terra seca onde pisaste em demasia. Onde riscaste caminhos que iam, mas não vinham com tuas alpercatas De couro, de ironia. Por aqui, ninguém chora tua ausência, antes investiga tua ousadia. Tuas estratégias de subgrupos, tua raiva, tuas invasões, tua vaidade... Destempero, riqueza, até mesmo... Tua masculina fisionomia. Não acordaste Lampião para acordar Maria Bonita. Hoje dorme inquieto E teu povo medroso enfrenta Outros bandos centrais. Tu e teus cangaceiros éreis apenas marginais. O rio São Francisco te viu passar.
Escrito por Pedro Cabral às 09:23:07
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BRASIL, Nordeste, MACEIO, PONTA VERDE, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Spanish, Arte e cultura, Livros, Arquitetura
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