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O engenhoso Gaudí Confesso que me encanta mais o jardim da Casa Serralves, no Porto, do que o Parque Guell, de Gaudí, em Barcelona. Gaudi, por outro lado, é insuperável ao desenhar sua igreja Sagrada Família. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 10:21:55
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Sempre na reborreia Alagoas de novo, pra vairar, nas manchetes das primeiras páginas da grande mídia. Lá está estampado que 1 ano após as enchentes Alagoas só recuperou uma escola e não se preveniu contra novas enchentes. o que passa na maciez desses gestores? Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 10:17:40
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Mais do que a notícia Estava velho e surrado o discurso. E nada encantava mais quem ainda se dispunha a ouvi-lo. Mas ele insistia em repetir que o mundo precisava respirar. Faltou fôlego, quando finalizava o terceiro parágrafo. E o povo então começou a prestar à atenção. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:48:42
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Viagem
Lou Correia Cansada de perambular entre ilusões turbulentas, (são tantas decepções sofridas) neste momento, careço: do brilho caloroso do teu olhar que, doravante, há de ser meu guia; da fortaleza dos teus braços para deitar minha cabeça, aconchegar meu corpo, esquecer de tudo, concentrar-me , apenas, em ti, em mim, em nós.
Necessito de ouvir a melodia de tua voz precisa e forte (respondendo às minhas perguntas). Embriagar-me de ti, embevecida e emocionada, pedir-te: ensina-me.
Quero viajar junto contigo para dentro de mim, descobrir em nós nossos segredos, indecifráveis mistérios!
Escrito por Pedro Cabral às 08:45:15
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Nossos valores: Fernando Lopes Pedro, amigo: Maceió ficou com menos cores e formas depois da morte do artista plástico Fernando Lopes, em meio a uma bela exposição na Galeria Cesmac Fernando Lopes. Eu o abracei, emocionada, na abertura do evento, que demorou por probleminhas de saúde, e saiu pelo empenho da instituição,de Carmen Lúcia Dantas (amiga e incentivadora) e dos outros curadores Romeu Loureiro e Solange Chalita.Que triste que ele faleceu...Reconhecido local, regional e internacionalmente, Fernando Lopes cresceu e avançou em sua técnica pictórica, como um grande pesquisador de formas que sempre foi. Gostaria de ter visto mais notícias nos jornais a respeito dessa perda irreparável. Abraço, Vera Romariz
Escrito por Pedro Cabral às 08:43:34
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Um bom conselho Tem um conto japonês milenar que é mais ou menos assim: Em uma planície, viviam um Urubu e um Pavão. Certo dia, o Pavão refletiu: - Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém nem voar eu posso, de modo a mostrar minha beleza. Feliz é o Urubu que é livre para voar para onde o vento o levar. O Urubu, por sua vez, também refletia no alto de uma árvore: - Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho que voar e ser visto por todos, quem me dera ser belo e vistoso tal qual aquele Pavão. Foi quando ambas as aves tiveram uma brilhante idéia em comum e se juntaram para discorrer sobre ela: um cruzamento entre eles seria ótimo para ambos, gerando um descendente que voasse como o Urubu e tivesse a graciosidade de um Pavão. Então cruzaram... e daí nasceu o Peru, que é feio e não voa! Se a coisa tá ruim, não inventa!!! Gambiarra só dá merda!!! Enviado por Audemaro Araújo Silva
Escrito por Pedro Cabral às 08:33:28
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Tem, mas não leva Comentário de Janjão Peixeiro, enquanto amolava uma faca na Balança de Peixe: "De que adinta acharem petróleo na Bacia de Alagoas com Sergipe, se o preço da gasolina aqui é o mais alto do país". Falou, seu Janjão. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:31:03
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Com sede ao pote Deu há pouco no ExtraAlagoas: "Mal começou seu mandato de 8 anos, o senador Biu Maleta já anuncia que é candidato ao governo em 2014. Prá que tanta pressa Biu?".
Escrito por Pedro Cabral às 08:25:02
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Le Corbu "Le Corbusier é a versão moderna de um homem da Renascença." Vittorio Magnago Lampugnani
Escrito por Pedro Cabral às 08:19:30
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Os frutos dos meus amigos E vai assim, vou por mim, sabendo ter nalgum lugar, ou perto de mim, um poema, um texto, uma voz amiga, um afago, uma saudade, um jasmim, dado em flor, dado em riso, contendo silêncios, contendo vontades, lembranças passadas, desejos futuros, permanências certeiras. Vindos num canto, trazidos num gesto, contados em segredos ou em público. E é tão bom saber assim, que em tudo há um pouco de todos, de todos o que há em mim. Na posição segura de Vera, nos arremates graciosos de Marcial. No inverno que nos molha, e aduba, a vontade de viver. E nas flores que virão, quando setembro vier, com os poemas de Vera e as crônicas de Marcial e os olhos dos poetas que brincam de vida, na razão desse sol, e no mar misturado desse sal. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 08:10:46
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A receita pra gripe Que me perdoem meus queridos médicos, mas a receita da minha diarista Vera para a gripe com tosse de cachorro que eu carregava, foi derrubada com uma porção mágica de leite com alho batidos no liquidificador e ingerida após o café da manhã. Foi e tiro e queda. A gripe foi pro beleléu. Melhor do que essa vacina que o governo preferiu perder, a aplicar nos cinquentões. Salve, Vera. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 07:53:50
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Onde é bem-vindo Deus mora onde o deixam entrar. Bob Marley Enviada por Cristiano Costa
Escrito por Pedro Cabral às 06:29:24
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Pois é, a crônica Sustentabilidade Walter Bezerra A palavra sustentabilidade é o termo mais falado, escrito e ouvido dos dias atuais. Quando se quer se referir à viabilidade e ao futuro sucesso de algum tema, acrescenta-se a ele o derivado sustentável. Senão, vejamos: Economia sustentável, agricultura sustentável, cultura sustentável, comércio sustentável, desenvolvimento sustentável, tecnologia sustentável, ecologia sustentável etc. Palavra bonita, imperativa e majestosa, a sustentabilidade tem conotações menos românticas e mais realistas quando adjetiva satiricamente algumas questões brasileiras contemporâneas. Senão, vejamos: . Crime organizado sustentável. Comandado por facções criminosas, policiais e políticas. . Propinas sustentáveis. Financiadas pelos executivos, legislativos, empreiteiras, cartéis e afins. . Mordomias sustentáveis. Promovidas pelo Executivo, Legislativo, Judiciário e empresas estatais. . Corrupção e impunidade sustentáveis. Bancadas pela inoperância dos poderes judiciais. . Compra de votos sustentável. Realizada pelos maus políticos, com a ajuda econômica dos empresários irresponsáveis e com a participação também criminosa e descarada do eleitorado. Não ter moradia, não tem escola, não ter emprego, não ter o quê comer, não tem dignidade, não ter cidadania, não ter vontade própria, não ter vergonha na cara. Tudo é sarcasticamente sustentável! No fundo, no fundo, quem sustenta tudo isso? Vamos conjugar sem exclusão ideológica: eu sustento, tu sustentas, ele sustenta, nós sustentamos, vós sustentais, eles sustentam. Seremos sempre o país do futuro sustentável. Uma utopia que sustentamos com cumplicidade e resignação.
Escrito por Pedro Cabral às 06:22:49
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Uma história portuguesa O Zé tinha um restaurante que ficava numa curva em uma rua de Guimarães, daí seu apelido: Zé da Curva que também passou a denominar seu estabelecimento, o "Restaurante do Zé da Curva". Anos depois sua nora, também craque no forno e no fogão, abriu seu próprio "Restaurante Nora do Zé da Curva". Seus filhos (netos do Zé), Carlos e Avelino, também entraram pro ramo e abriram o "Restaurante Novo Nora do Zé da Curva". Por falar em Portugal, veja que delícia o slogan do refrigerante 7up: "Mata a sede em legítima defesa"... Zu Guimarães
Escrito por Pedro Cabral às 06:20:51
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Se fosse a Eletrobras... Na Califórnia uma lâmpada está acesa há 110 anos. O caso está deixando os cientistas intrigados. Mas não há mistério: é só deixa-la sob os cuidados da Eletrobrás que rapidinho ela se apaga. Donaldo Monteiro
Escrito por Pedro Cabral às 06:18:26
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Claro que eu sei: só por sorte
Sobrevivi a tantos amigos. Hoje à noite, porém, em sonho Escutei esses meus amigos dizerem: "Os mais fortes sobrevivem" E eu me detestei.
Bertolt Brecht
Enviado por Afranio Novaes
Escrito por Pedro Cabral às 06:16:27
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O sol nasce pra todos "O bosque seria muito triste se só cantassem os pássaros que cantam melhor ". Rabindranath Tagore
Escrito por Pedro Cabral às 06:13:40
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O movimento do que não sei No céu tinha umas nuvens dessas de se olhar. Traziam imagens traçadas pelo vento hábil e veloz. Daqui da varanda, meu olhar se comprazia. Buscando nos desenhos os mistérios indecifráveis. Mas o vento esperto mudava as cenas como se fosse um desenho animado e parecendo me dizer que o importante não era a imagem parada, e sim, o movimento da história, onde ali, claro, eu deveria decifrar os enigmas que não há. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 06:00:17
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Homem resmungando: "Quando sua mulher fica grávida, todos alisam a barriga dela e dizem "Parabéns". Mas ninguém apalpa seu saco e diz 'Bom trabalho'!". Enviado por Mário Alberto Paiva
Escrito por Pedro Cabral às 05:53:27
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Compreensão do ser "Não sou apenas uma mulher corajosa e batalhadora. Também vacilo, também peço colo. Sei que essa imagem de guerreira está ligada ao fato de eu ter aprendido a dar conta do meu recado desde muito jovem. Sem heroísmo. Posso tremer, mas não fujo de situações que tenho que enfrentar, mesmo que eu não as entenda". Dina Sfat Enviada por Cidinha Madeiro
Escrito por Pedro Cabral às 05:45:53
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Ele merece A Taça das Bolinhas voltou a ser alvo de questionamentos novamente. São Paulo, Sport e Framengo se acham os legítimos detentores do título. Eu, particularmente, daria para o Framengo justamente pela "bolinha" que está jogando. Donaldo Monteiro
Escrito por Pedro Cabral às 13:07:53
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Enquanto isso, naquele consultório... - Doutor, você acha que, após esta operação eu vou andar de novo?
- Claro que sim ... Porque você vai ter que vender o carro para pagar a minha conta. Enviada por Mário Alberto Paiva
Escrito por Pedro Cabral às 12:57:04
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Crença Letra & música de Luiz Alberto Machado
É preciso respeitar melhor a vida no amor que traz a paz que é tão bem vida. Amar para se ter além do passional e o coração valer o ser humano universal.
É preciso respeitar as diferenças e não se equiparar ao que é hostil nas desavenças. Lutar contra a mantença desigual que forja o algoz na força do poder irracional.
Se entregar agora, todo dia e a noite inteira, testemunhar assim as coisas verdadeiras. Colher a lágrima do olhar mais desolado para irrigar a sede do carinho devastado.
É preciso ter no olhar a flor da vida, trazer a luz do sol nas mãos amanhecidas. E perceber o amor no menor gesto natural para valer o sonho mais presente mais real.
Se entregar agora, todo dia e a noite inteira, testemunhar assim as coisas verdadeiras. Colher a lágrima do olhar mais desolado para irrigar a sede do carinho devastado.
E afinal poder sorrir como quem vai feliz viver, a manter a crença e o seu proceder na paz. Semear a vida no ideal de colher o que virá depois pra ser alegria imensa para um, mais dois, mais! Viver a vida pelo que foi e será, é e será!
©Luiz Alberto Machado. Direitos reservados. In: Primeira reunião. Recife: Bagaço, 1992.
LUIZ ALBERTO MACHADO é escritor, compositor musical e radialista (1511-DRT/PE). É editor do Guia de Poesia do Projeto SobreSites do Rio de Janeiro, membro da Cooperativa da Música Alagoana COMUSA e cônsul em Alagoas do Poetas del Mundo. É autor de 6 livros de poesias, 7 infantis, 2 de crônicas e de diversas músicas gravadas por novos nomes da música brasileira. Está em cartaz com seu espetáculo infantil Nitolino no Reino Encantado de Todas as Coisas e com temporada do show poético musical Tataritaritatá com a sua banda para gravação de CD/DVD ao vivo em breve. Seu trabalho está reunido na sua home page www.luizalbertomachado.com.br . Veja o clipe da canção no http://www.youtube.com/luizalbertomachado
Escrito por Pedro Cabral às 12:50:02
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Profissão Perigo
Depois de "A Gaiola das Loucas", assistam "A Panificação dos Loucos"...versão local...Luscar
Escrito por Pedro Cabral às 12:39:38
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Recomeça Miguel Torga
"Recomeça, se puderes, sem angustia e sem pressa, E os passos que deres, ...Nesse caminho duro do futuro, Dá-os em liberdade Enquanto não alcances, Não descanses. De nenhum fruto queiras só metade." Enviado por Cidinha Madeiro
Escrito por Pedro Cabral às 12:37:26
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Desperdício Total desperdício os dois blocos disponibilizados à ministra da Cultura no Progrma do Jô Soares. O apresentador mostrou total desconhecimento da missão e da estrutura do MinC. Insistiu - uma, duas três vezes - em dizer que era um previlégio tem uma mulher bonita como ministra, disse que o Miintério tinha a obrigação de atender a qualquer projeto de Maria Betânia e perdeu tempo en recordar as férias dos Holandas e dos Soares em Petrópolis com suas matriarcas elegantérrimas e cultas. A Ministra não mostrou segurança em falar do Iphan e da Lei de Incentivo, dizendo, inclusive, que não se tinha muito o que reclamar pois o dinheiro eventualmente disponibilizado a nossa boa Betânia não seria dinheiro público. Mais competentes foroi oo representante do MInC para o Nordeste e o preposto dos Pontos de Cultura de Alagoas na Sessão Púbica realizada no dia 3 deste mês em nossa Assembleia Legislativa. Um bom momento, epesar de alguns dos presentes confundirem Prestação de Contas com proposição para Construção de Políticas Públicas; e de alguns artistas, ao invés de aproveitarem o momento para proposições consistentes, preferirem ser perfomáticos. Marcial Lima
Escrito por Pedro Cabral às 12:35:56
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Pois é, a crônica A política do conformismo Walter Bezerra Aristóteles já disse que o homem é um animal político. Nada mais racional, respiramos política e somos definitivamente movidos a ela. Política cambial, política comercial, política cultural, política de juros, política educacional, política econômica, política externa, política fiscal, política financeira, política habitacional, política interna, política jurídica, política monetária, política nacional do meio ambiente, política agrícola, política agrária, política eleitoral, política orçamentária, política salarial, política tributária, política tarifária, política internacional e política da boa vizinhança, entre outras. A política tem uma relação intrínseca com a vida e o cotidiano. A saúde e o ensino públicos, o emprego, a moradia, a justiça social, a cultura, o salário digno, o poder aquisitivo, a base familiar, a moralização, o desenvolvimento, a ética, a paz de espírito, a dignidade, tudo depende das decisões políticas. Somos todos dependentes das atitudes desses senhores e senhoras que nós colocamos no poder, como disse Bertolt Brecht em seu famoso O Analfabeto político. A política é semanticamente a arte de fazer o bem e o certo. Mas, infelizmente, os políticos brasileiros – raríssimas exceções – não têm talento ou vocação para isso. A classe política dirigente e as elites tradicionais sentenciam o desmonte social devido à paralisia combativa da sociedade e graças à imbecilidade eleitoral dos incautos. Se depender da vontade política das autoridades, jamais haverá avanços socais no país. A postura apolítica e conformista da sociedade é ainda o entrave da estagnação social. A mobilização de todas as camadas sociais em torno de uma conscientização político-eleitoral é o único caminho que levará o país às conquistas públicas. Sem a atuação combativa da sociedade, cobrando, exigindo, não haverá nação feliz. O resto é promessa, engodo, utopia. O descrédito da política é nacional. A indignação popular contra os políticos vai do Caburaí ao Chuí: “político não presta, todos são farinha do mesmo saco, todos são ladrões”! As críticas não alisam, mas é apenas um paliativo panfletário, conversa de bar, o dito por não dito. Na hora do voto, o brasileiro, principalmente o alagoano, comete os mesmos erros e elege as mesmas figuras carimbadas que transformam a política em politicagem. É a cultura da política do silêncio e do conformismo.
Escrito por Pedro Cabral às 09:15:26
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Tiros deseducados Tiros dentro da sala de aula em escola pública municipal em João Pessoa. Pense numa paz pra se dar aula. Ministério público, como ficamos? Ivaldo Gomes
Escrito por Pedro Cabral às 12:57:19
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Alagoanização D. Pedro. Enviei para algumas pessoas o e-mail que você me mandou sobre a "alagoanização da federação". Recebi de um amigo, empresário alagoano que reside fora do estado, o texto abaixo. Zu Guimarães
"Faltou aqui colocar, complementando, o que segue: - O estado de Alagoas tem sua economia dependente basicamente da indústria do açúcar e álcool e de mais uma ou duas indústrias tipo Brasken e Fábrica da Atol. Isto faz com que meia dúzia de empresários morram de medo de”botar as minguinhas de fora”e sofrerem represarias da política. Muito pelo contrário, ficam tentando escolher o que será melhor para a categoria, assim como Collor foi um dia e, para isto, vale tudo, até encobertar crimes de todos os tipos. O que é pior é que, aos poucos, preocupados com suas proles e o futuro negro do Estado planejam o abandono do Estado montando negócios alternativos em regiões mais “sérias”. Estes empresários são tão ou mais culpados do que os políticos pois foi sua ganância e medo que sempre alimentou este bando de políticos da pior categoria possível; - O povo de Alagoas, de todas as classes sociais e econômicas também alimenta o baixo nível político, adotando a prática de aceitar de bom grado um empreguinho público, de preferência onde não tenha que comparecer, para sobra mais um dinheirinho para suas viagens internacionais. É uma vergonha se constatar que pessoas que tem alternativa de vida, às vezes ricos realmente, sejam funcionários públicos, muitos fantasmas, ganhando até 6 ou 7 mil reais mensais. Será que este povo tem moral para fazer qualquer crítica? Diversifiquem a economia de Alagoas, se demita todos os empregados públicos apadrinhados e inoperantes e o Estado começará a ter condições de exigir uma classe política de melhor padrão o que será o início de uma nova era para Alagoas".
Escrito por Pedro Cabral às 12:28:44
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Triste história brasileira Continuam matando trabalhadores rurais no Pará, por defenderem a floresta. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 12:26:32
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Não tem nem beijinho A Secretaria da Fazenda de Alagoas além de botar pra lascar no IPVA do carro, ainda me identificou como "sujeito passivo". É, tem sentido: vou ser F#*&$ mesmo, não vou reagir e sou obrigado a pagar!!! Gilson Passos
Escrito por Pedro Cabral às 12:22:12
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Faltando uma Se existem Ana, Diana e Poliana, por que não existe Triana? Stanley de Carvalho
Escrito por Pedro Cabral às 12:20:32
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Fernando Lopes Este blog lamenta a morte do artista plástico Fernando Lopes. Um dos artistas que deram dignidade à arte alagoana. Descanse em paz. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 06:21:41
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Fica por isso mesmo A revista inglesa The Economist afirma que a polícia alagoana é corrupta. O povo não se indignou. A polícia também não e o governo menos ainda. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 06:16:23
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Chico vem aí Desde 2006, com o disco Carioca, que não ouvimos Chico Buarque. Pois é, em julho próximo, teremos novo trabalho dele. Para o bem da música popular brasileira. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 06:10:36
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Pois é, a crônica O risco da alagoanização da federação
Edmilson Lopes Júnior- é professor de sociologia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)
O estado de Alagoas se tornou símbolo da destruição do serviço público e da destruição da capacidade de regulação do Estado no Brasil. A dilapidação do patrimônio público, expressa na escandalosa isenção de impostos dada aos usineiros na segunda metade da década de 1980, estreitou a margem de ação governamental por quase duas décadas. As greves de servidores públicos, em áreas fundamentais como saúde, segurança pública e educação, levaram ao caso no serviço público. Os indicadores sociais traduziram o desastre. Menos intervenção pública, mais desigualdade social, violência e pobreza. E quem visita Maceió, percebe de pronto a enorme distância social que separa o opulento mundo da orla daquele do entorno periférico onde grassa miséria e violência. À violência estrutural, triste marco distintivo da unidade federativa que legou ao Brasil Graciliano Ramos, traduz-se na violência brutal e banal das estatísticas de homicídios, conforme pode se constatar nos dados apresentados no "Mapa da Violência 2011", produzido por Júlio Jacob Weiselfisz. Entre 1998 e 2008, a taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes passou de 21,8 para nada menos que 60,3. Essa situação fez com que Alagoas passasse a ocupar o 1º lugar, dentre os estados da federação, em relação a essa fatídica taxa. Essa dramática realidade tem provocado a reação de alguns atores políticos e sociais locais. E seria desastroso utilizar o quadro acima exposto para mobilizar preconceitos contra quem já sofre tanta violência. Não são todos os alagoanos que produziram esse desastre, é certo. Mas é também necessário não se apegar a fórmulas fáceis, sempre muito boas para aplacar as más consciências, como aquelas que atribuem todas essas mazelas aos políticos. Ou aos governantes locais. A construção social do caos alagoano também teve como ingrediente o silêncio cúmplice dos que se sentiram imunes à destruição do Estado no estado. Imersos no mundo privado dos shoppings, colégios particulares e planos de saúde, eles não perceberam (ou pouco se importaram com) o mundo ruir à sua volta. Esqueceram que a fatura pode até ser atenuada pelo apelo aos muros altos e os exércitos privados, mas sempre vem e atinge, mesmo que diferenciadamente, a todos. Há esperanças, apesar disso. Gente compromissada e dotada de competência intelectual tem tentado compreender e apontar caminhos que levem à produção de um cenário positivo. Essas pessoas estão além e aquém das disputas políticas comezinhas. Ou dos corporativismos rebuscados de retóricas pseudo-revolucionárias que também contribuem, ao tomar o atendimento de demandas particularistas como a medida de bom governo, com sua pequena cota para a destruição da máquina pública. Não é impossível que surja uma luz no fim do túnel, também em Alagoas. O mais dramático, entretanto, é que o padrão alagoano de destruição do Estado espalha- se como uma condenação por outras unidades da federação. De forma menos escancarada, outros estados sofrem com a destruição do serviço público e a perversão dos gastos públicos. Sempre com gastos próximos ou acima dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, vão se tornando ingovernáveis. Em um prazo não muito longo poderão se tornar inviáveis. É o caso do Rio Grande do Norte. No estado que se vangloria de suas belezas naturais e do seu potencial turístico, a dilapidação da capacidade de intervenção do Estado foi feita de forma gradativa e silenciosa. O crescimento exponencial dos gastos com o Legislativo e o Judiciário foi, ao longo dos anos, minando a margem de manobra dos governos estaduais. Cúmplices ou reféns de lobbies poderosos, os gestores públicos viram diminuir, ano a ano, a sua capacidade de atender demandas mínimas dos servidores públicos de setores tão estratégicos quanto os de saúde, educação e segurança. Hoje, no Rio Grande do Norte, nada menos que sete categorias de funcionários públicos estão em greve. Paralisando serviços essenciais, especialmente para os mais pobres. Aqui, como em Alagoas, um silêncio cúmplice criou as condições para a destruição da máquina pública. E os resultados dessa inação começam a aparecer e a atormentar a todos. Os indicadores relacionados à segurança pública, por exemplo, mesmo se ainda não tão graves quanto os alagoanos, estão longe de expressar a tranqüilidade que as autoridades locais apontam em seus discursos. Em dez anos, a taxa de homicídios em Natal quase dobrou: pulou de 16,2 para 31,1 assassinatos para cada 100 mil habitantes. E os homicídios na faixa de 15 a 24 anos, em todo o Rio Grande do Norte, atingiram em 2008 a taxa de 46 assassinatos para cada 100 mil habitantes. No Rio Grande do Norte, como em Alagoas e outras unidades da federação, o que pode emergir, em breve, é a discussão sobre a viabilidade mesma dessas unidades federativas. A reflexão sobre o processo de alagoanização de alguns estados é urgente. Especialmente em um momento no qual, de forma açodada, o Senado aprova um plebiscito para a criação de mais um estado. Enviado por Mácleim
Escrito por Pedro Cabral às 06:03:44
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Baião de um Adolar Marin
Mil descaminhos nos trouxeram aqui Pra você poder ouvir o meu coração O mar bebeu civilizações
A pedra, o fogo, a escuridão, a voz O que veio antes de nós, cada geração A paz, as guerras, as orações
Num tijolo a mais, num sangue ao chão Em cada ventre ou plantação estivemos lá No primeiro som, primeiro adeus Tudo isso aconteceu pra eu ver os olhos seus
Houve a explosão, O primeiro grão, a primeira mãe, O primeiro pão, a primeira dor, O poema, o pranto, a canção O primeiro sol, o primeiro sal, O primeiro amor, o primeiro fim O primeiro sim, o primeiro não
Tudo isso aconteceu pra quê, Se você não me quer? ( BIS )
A pedra ...
Mil descaminhos nos trouxeram aqui Pra você poder ouvir o meu coração O mar bebeu, me bebeu, me bebeu...
Escrito por Pedro Cabral às 05:57:44
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Barato estranho Há pouco mais de 40 dias e depois de muita histeria ocidental, a estória da morte de Bin Laden caiu num sepulcral silêncio. O boi dormiu tão rapidamente...hummmm. Stanley de Carvalho Pois é: que chega-se a pensar não ter havido um acordo: Nós não caçamos mais ele e vocês ficam pianinho.
Escrito por Pedro Cabral às 05:55:04
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E o Sergio Cabral Filho... Olhe aí Mestre Pierre - essa é a última lá no Rio. Fico pensando no Sérgio Pai. Como ele se sentirá vendo o filho fazer besteiras a quase toda a hora. É um tremendo IMBECIL. Quando será que ele vai tomar um verdadeiro Chá se SIMANCOL? E veja que isso está ocorrendo no Rio...Saudações. Petrucio Codá
BOPE R$ 2.260,00 para arriscar a vida e dar segurança; Bombeiros R$ 960,00 para salvar vidas e arriscar a vida; Professores R$ 728,00 para preparar para a vida; Médicos R$ 1.260,00 para manter a vida; E o Sérgio Cabral? Ganha R$17.000,00 para foder a vida dos outros!
Escrito por Pedro Cabral às 05:51:40
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Agenda de Recadastramento Eleitoral De acordo com Portaria expedida pelo Juiz Coordenador do Fórum Eleitoral, o funcionamento da Central de Atendimento ao Eleitor, a partir dia 13 de junho, que será das 8 às 14h, de segunda a sexta-feira, para revisão biométrica. Dia 13 de junho a 12 de julho : nascidos nos meses de janeiro e fevereiro. Dia 13 de julho a 12 de agosto: nascidos nos meses de março e abril Dia 15 de agosto a 12 de setembro: nascidos nos meses de maio e junho. Dia 13 de setembro a 12 de outubro: nascidos nos meses de julho e agosto. Dia 13 de outubro a 11 de novembro: nascidos nos meses de setembro e outubro. Dia 14 de novembro a 16 de dezembro : nascidos nos meses de novembro e dezembro
Escrito por Pedro Cabral às 05:44:40
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Tem culpa eu, Doquinha? Em matéria exibida em 14/06, na TV Gazeta, a respeito da falta de fiscalização e das aberrações que os condutores (sem habilitação e se capacete) das motonetas (todas elas desemplacadas) cometem nas ruas de Maceió, a SMTT se pronunciou afirmando que não tem condições de regularizar esse tipo de transporte. Um orgão público, que se autodeclara responsável pelo trânsito de uma cidade com 1 milhão de habitantes, afirmar na imprensa que não tem condições (nem físicas nem de capacidade técnica) de fazer uma simples vistoria em uma motocicleta de 50 cilindradas, qual é a razão da sua existência? Venho criticando e observando que para todo problema relacionado ao trânsito em Maceió, a SMTT não tem solução: tem desculpas e justificativas absurdas. Um tipo de veículo que não paga nada em impostos, não cumpre regras de trânsito, não é registrado, o condutor não é habilitado, não usa capacete, não pode ser multado, comete todo tipo de infração existente no Código de Trânsito e quando se envolve em acidente, o Estado gasta uma fortuna para recuperar o acidentado. Mais fácil e barato seria a fiscalização constante e punições exemplares. Entretanto, como é que um guarda incapacitado tecnicamente, um órgão desestruturado e politiqueiro que só se preocupa em multar por não usar cinto de segurança e falar ao celular, vai fiscalizar um veículo irregular e um condutor inabilitado? O sr. Pinto de Luna está mais interessado na greve dos bombeiros do Rio de janeiro e na crise no PT de Palocci. Enquanto isso, o Ministério Público faz de conta que não é com ele. Serà que a culpa é do Doquinha? Gilson Passos
Escrito por Pedro Cabral às 05:41:59
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Menos o juiz O flagrante de crime no Brasil lembra aquela famosa cena de futebol protagonizada pelo excelente lateral esquerdo Nilton Santos, da seleção brasileira nas Copas de 58 e 62: ele cometeu uma falta dentro da área, mas andou um passinho e ficou fora da área. O pênalti virou uma mera falta.Todo mundo no estádio viu, menos o juiz. Menos o juiz. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 11:51:01
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O cordial brasileiro em retrocesso O nosso querido maltês Zu Guimarães nos conta que anda percebendo uma perda na imagem do brasileiro lá fora. Aquela do sujeito cordial e alegre. Em seu lugar, surge uma figura que, segundo alguns europeus e brasileiros residentes lá fora, fala alto, é grosseira com empregados das lojas, está sempre pedindo descontos nas compras. Toca música alto. E por isso, começa a ser visto com certa cautela. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 11:17:53
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Os antigripais agradecem É duro ouvir sobre a perda do lote de vacina contra a gripe. O governo limitou as faixas etárias e terminou sobrando vacinas. E o pior: elas perderam a validade. E a quantidade foi imensa. Lastimável. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 10:21:21
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Poesia
Ubirajara Mello de Almeida O poema no papel Parece um morto Enterrado A contragosto.
As palavras nas folhas Encarceradas Estão vazias Não dizem nada.
Ali estáticas Desamparadas São como traças Na página abandonada.
Sob o olhar apaixonado O triste verso agora é canção, Transborda de emoção A poesia no peito libertado.
Escrito por Pedro Cabral às 10:17:45
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Pois é, a crônica Vovô e Eu Camila Vilela de Holanda Foi durante um fim de semana no Cumbe que a coisa começou. Todos saíram pra passear na lagoa e eu, com dor de garganta, fiquei. Aos sete anos estava entediada de jogar paciência com o baralho (jogo recém ensinado por minha mãe) e fui ver o que tinha nas prateleiras espalhadas pela casa. Tinham os livros do meu avô. Pensei:b'uau!, além de tudo que minha mãe me contou que ele fez, ele escreveu livros também!'. E isso foi uma enorme descoberta, afinal, meus ídolos eram também escritores! E comecei a ler as crônicas. As da civilização, as do Basset, as das pessoas da minha família que eu nem conhecia e das que eu conhecia muito bem, as do potencial do Brasil e do Nordeste, as conversações consigo e as da essência bonita e livre que tem o ser humano, de como a vida vale muito. Cresci com a idéia que meu avô era um herói. Mas eu nem sabia direito porque. Aí fui aprendendo com o passar dos anos a importância daquele homem e sua grandeza ora apoiada por uma bengala.
Aprendi o que era democracia, aprendi o amor ao país, a riqueza do povo, a importância do cotidiano e da família e do simples da vida, aprendi o que era liberdade, aprendi do Rousseau, aprendi do Sartre e daqueles franceses que ele gostava tanto. E foi quando entendi quem ele era que eu rechacei de vez a idéia de que 'todo político é igual' e me injuriava de verdade com a ignorância dos que dizem uma coisa dessas. Meu avô não era igual! ...E infelizmente muitos se recusam a copiar o exemplo que ele deixou!
Na faculdade de jornalismo tive tantos professores que me perguntavam se eu era 'Vilela do Teotônio', e ao ouvirem meu 'sim', se punham com um olhar saudoso, olhar de quando a esperança era uma palavra em voga, olhar de quando se lembra de um homem que sorria com tanta franqueza pois dizia a verdade e não temia ninguém porque tinha fé nas suas convicções, como ele mesmo costumava dizer batendo na mesa... Tantos profissionais que deram palestras na faculdade se emocionavam ao lembrar do Teotônio, me contavam histórias e eu, com ouvido atento, podia até mesmo ouvir uma lágrima de melancolia na voz de cada um... É tão bonito!
Eram tantos os nomes ligados ao seu, nome de tanta gente que eu gostava, tipo o MIlton Nascimento, o Vladimir Carvalho, o Henfil e toda geração de 68 da UNE. Teotônio tinha essa magia cósmica de agregar a intelectualidade ao simples, fazer o bem entrar em sintonia com a realidade e essas coisas mais raras que precisam de um pouco de mágica e fé pra acontecer. Mas esse era o Teotônio da rua. Eu tinha muita curiosidade em conhecer o Teotônio de casa. E eu perguntava insistentemente pros meus pais, pros meus tios, pras minhas tias, pras minhas tias-avós e tios-avôs, pedia até mesmo pra eles me contarem novamente as histórias e estórias que eu já sabia começo, meio e fim...
E eu conheci uma alma linda ali, ouvindo histórias entre as mangueiras do Cumbe, nas tardes que tinha siri de coral e cerveja e água de coco. Saía da lagoa e ficava abraçada ao velho roupão que um dia tinha sido dele e pensava: 'ai, como eu queria ter ficado mais dias no colo do meu avô! Como eu queria ter dito pra ele 'eu tenho tanto orgulho de você!'. Queria muito ter perguntado 'e agora, vô?', diante dos tantos absurdos que políticos atentam contra nossa nação, queria ter pedido pra ele me ajudar a entender melhor a ciência política quando eu teria uma prova no outro dia sobre esses assuntos...
Um dia minha tia Lyginha me disse:'se Tio Tonho tivesse vivo, Camila ia viver grudada na barra da calça do avô, ia viver viajando com ele', e sabe de uma coisa? Eu acho que iria mesmo! Durante tanto tempo eu quis viajar com meu avô Brasil afora e dizer que eu também descobri que aqui havia uma pátria. Eu queria conhecê-lo através dos vários pedaços que ele deixou de si nesse mundo: na minha família, na casa de Maceió, no Cumbe, na Viçosa...
Incontáveis vezes pedi pra ir com minha tia Nice até a Fundação Teotônio Vilela que funcionava na casa que tinha sido dele, e ficava a tarde inteira jogada no sofá da biblioteca que era o mesmo, mexia nos livros, tirava tudo do lugar e deixava a mente de criança e adolescente reconstruir as coisas, tentava imaginar os passos, tentava imaginar aquele tempo que a vida não me deixou viver com ele.
Na casa que hoje é do meu tio Elias na Viçosa, fiz poucas vezes a mesma coisa. Quando éramos pequenos tínhamos medo dos contos de 'mal assombro' que nos contavam os funcionários da fazenda e da velha casa. Mas, corajosa que nunca fui, não tinha medo de ir até o gabinete que tinha sido dele. E mexia em tudo, mais uma vez! Depois saía correndo pra não ter de enfrentar o resto dos cômodos e ia ver aonde estavam meus primos pra que a gente continuasse qualquer coisa que tínhamos interrompido.
Costumava ver e rever os filmes caseiros que tinham ele. Os filmes dele brincando comigo no meu berço. O documentário lindo do Vladimir, que ilustrava a cena de quando a menina chorona parava de chorar porque o avô fazia uma brincadeira qualquer com seus óculos de grau...
Sonhei muitas noites com ele. Sonhos desconexos que depois comparti com minha tia Nice e ela me explicava algumas passagens que eu já nem lembrava se tinha lido, se tinha ouvido ou se eu tinha realmente criado aquilo. Aliás, foi por causa de um sonho com ele que eu deixei pra trás um vício de sete anos em cigarro. Valeu, vô!
Eu sempre dizia 'eu quero meu avô de volta' quando via e lia os jornais com as notícias políticas do Brasil; queria o herói pra moralizar aqueles escândalos que, infelizmente, nos acostumamos. Queria que ele visse a grande nação que estamos nos tornando; que ele dissesse 'eu já sabia' quando o mundo conhecesse o potencial deste Brasil e dos seus brasileiros, queria ouví-lo dizer 'eu sempre disse' quando o Brasil ocupasse seu lugar no mundo.
Quis muito o Teotônio do Brasil. Mas quis muito mais o meu avô. E eu já nem sei qual a diferença de um pro outro, já que a menina que tanto quis um dia acabou crescendo e se apaixonado por política, embora muito mais pela ciência e muito menos por vocação.
No fim das contas eu acho mesmo que conheci meu avô: na generosidade, na inteligência, na força, no compromisso de fazer deste lugar um lugar melhor, na graça e na capacidade de acreditar que repousam em movimento na minha mãe, nos meus tios e nas minhas tias. E também em cada centímetro de ética e coragem de cada pessoa que já passou pela minha vida. Podem dizer ao povo: eu conheci Teotônio. E é recompensador cada vez que o reconheço em gestos. É bonito ver que se repete. Que segue vivo, mas que é também parte de uma história. Ou de muitas.
Que as sementes que ele deixou continuem a inspirar a todos que conhecem sua história. Que quem ainda não conhece, que conheça. E que seja melhor por isso.
Escrito por Pedro Cabral às 10:14:44
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Pichação naquela academia... "Se quiser ter uma alimentação saudável, coma mulheres de fibra". Enviada por Marcelo Daniel Melo
Escrito por Pedro Cabral às 10:06:56
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Desejos Virtuais Ivaldo Gomes
Infinita conexão astral, Que passeia pelos cabos axiais, Causando torrentes de desejos, Beijos e vertigens virtuais. Vitais, enfim. Ah! Que peça prega-me os dias, Que atormenta-me as noites, Onde os seus beijos invadem A minha vida como uma torrente, Enchente em mim. Que faço eu agarrado a esse teclado, Sonhando os sonhos dos desejos, Perdidos em seus beijos, Embriagados por ti. Embalde, perdido, fico como Quem procura um porto, Teu colo, teus abraços, Murmúrios no fim. Que faço eu com esses desejos, Talhados, esquartejados, Quebrados assim. Recolho a minha saudade, Embriago-me, afogo-me, De gin.
Escrito por Pedro Cabral às 16:52:14
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Giba de Gravatá Ele é uma mistura de Sivuca, Hermeto e Nando Reis. Deu pra entender? Pois bem, esse é o Giba. E tome animação numa sanfona ou num teclado. Ao lado de um zabumbeiro e de um tocador de triângulo, Giba, lá no frio pernambucano, era um só ritmo acelerado, desembestado. Desembalado ladeira abaixo. Seu forró mais rápido que o raio da Silibrina. De repente, um freio brusco musical e a voz dele no microfone: "cê deixa?". Pra mim, isso é o verdadeiro forró. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 16:17:48
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Barbárie e capitalismo Quando Rosa Luxemburgo escreveu a frase “Socialismo ou Barbárie” (no ensaio The Junius Pamphlet, 1916) para apontar as escolhas que os países tinham, ela se referia à segunda opção como um produto natural do capitalismo. “Se ela escrevesse essa frase hoje, o título deveria ser: ‘Barbárie… se tivermos sorte’”. István Mészáros
Escrito por Pedro Cabral às 16:12:39
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Tororó, Jacinto Silva... Tororó se considera irmão do Jacinto Silva e a recíproca era verdadeira. Jacinto precisou do Silvério Pessoa para enxergarmos nosso umbigo. Tororó ainda vive e, portanto, ainda é tempo... Grande abraço e, no +, MÚSICAEMSUAVIDA!! Mácleim
Escrito por Pedro Cabral às 11:47:38
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Flagrante de crime Pedro, infelizmente não é a polícia nem a justiça: é a lei que diz isso. O cidadão só pode ser preso em duas situações: em flagrante delito (onde qualquer pessoa pode prender, mesmo sem ser policial) ou por ordem de juiz competente. Fora isso, a prisão é ilegal. Para essa situação ser modificada, a lei deve ser mudada e nossos representantes não estão interessados em mudanças na lei penal, pois serão os primeiros a serem atingidos. Daí a importância do voto. Gilson Passos
Escrito por Pedro Cabral às 11:45:08
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Adieu, Madame! Ma chèrie Catherine (Deneuve), quando vier ao Brasil não precisa ficar me chateando ao fumar em público. Sabe que eu não gosto, e sabe também que isso só faz me afastar mais de você. Assinado: Doquinha, Le Garanhan
Escrito por Pedro Cabral às 11:41:01
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Benditos os amigos "Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade. Porque amigo é a direção. Amigo é a base quando falta o chão! Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros. Porque amigos são herdeiros da real sagacidade." Machado de Assis Enviado por Cidinha Madeiro
Escrito por Pedro Cabral às 11:07:43
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Apostasia
Ubirajara Mello de Almeida Para ser poema Não penso a palavra: Basta o vazio Encravado na água O silêncio Que sobre a luz Se espalma No tempo pensado Em nuvens Como nada.
Para ser palavra Não basta o poema: É preciso o verbo Estancar o sangue Nas imprecisas linhas Do solitário canto Que se fez canção.
Como o suicida Instintiva o amor Na bestial ferida Insepulta da dor.
Escrito por Pedro Cabral às 10:44:33
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Amigos Amigos - Pedras preciosas que vamos lapidando a cada dia para torná-las jóias raríssimas. Maria José Dudé Caldeira
Escrito por Pedro Cabral às 10:26:21
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Pelo seu discurso Tenho sempre a impressão - oxalá seja falsa - que as tomadas de decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, são mais politizadas do que baseadas na jurisprudência. Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 10:19:09
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Pós dia dos namorados Malta querida, os textos abaixo, referentes ao dia dos namorados, foram-me entregues com antecedência, mas é que eu tava no namoro, eu tava namorando e aí não pude postá-los ontem, no dia em questão. Mas eles bem poderão ser entendidos como pós dia dos namorados. Boa leitura. Desculpe-me, mas foi por uma boa causa, num foi, não? Pedro Cabral
Escrito por Pedro Cabral às 10:10:47
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Pois é, a crônica Presente de namorado Walter Bezerra Sem querer ensinar o padre-nosso ao vigário, seguem aqui algumas dicas sustentáveis, econômicas e recomendáveis para quem vai dar presente no Dia dos Namorados. Nada de roupas, sapatos, cintos e perfumes. São presentes que têm data de validade curta e, devida a essa peculiaridade, são facilmente perecíveis e esquecíveis. Nada de presentes como notebook e celular de última geração. Você corre o risco de ser chifrado (a) via internet ou telefonia móvel, tendo como meio de comunicação o seu próprio presente. (Calma, chefia, não me rotule de desconfiado, é só uma pitada de humor!) Evite presentes caros e pomposos. De preferência, compre à vista. Necas de presentes estimulados pelo apelo promocional “em 24 suaves prestações”. "Se o namoro acabar, você terá que amargar dois anos de enfadonho arrependimento, lembrado "suavemente" mês a mês, a cada prestação paga". Cuecas, calcinhas e produtos eróticos nem pensar. São presentes chulos, sem elegância, sem graça, infantil e pejorativamente sensuais. (Calma, brother, não me acuse de abstinência sexual ou falso moralismo!) Cai bem um bom livro, que não seja de auto-ajuda ou tipo Paulo Coelho, Lobsang Rampa e seus pares. Mesmo que o namoro acabe, o bom livro vai incentivar o seu ex-love a cultuar o gosto pela boa leitura e guardar você nas páginas da memória. Um bom CD, que não seja pirata ou do naipe de Calcinha Preta, Luan Santana e Cia. Mesmo que o namoro seja desfeito, o bom CD vai, no mínimo, influenciar o seu ex-amor a sempre se lembrar de você quando “aquela música” tocar. Um buquê de flores, embora tenha vida útil breve, é uma excelente opção. Exala romantismo e poesia. (Agora sim, pós-moderno, pode me chamar de amante à moda antiga, mas eu não sou o único!) Mas, se você quer dar um presente realmente inesquecível e - como disse o poeta -“infinito enquanto dure”, dê amor, carinho, respeito e companheirismo à pessoa amada, em total plenitude.
Escrito por Pedro Cabral às 10:07:31
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Dia dos Namorados Marcial Lima A igreja cheia de glória concentra toda uma história. No coral, a harmonia, todas azuis, bem conforme. Nos pedintes, a unidade é só molambo disforme. Nas suplicantes é sombra batom, esmalte, qualquer coisa vale a pena mesmo que o feio exalte. No canto, no contracanto de cada virgem um encanto, no manto de cada santo, um pranto, um desencanto, um amor que já foi tanto. É dia 12 de junho. O Santo, por testemunho, ouve, passivo, esperanças. É véspera de Santo Antônio. No terreiro da igreja ouço risos de crianças. É Dia dos Namorados. Hoje o Santo não tem paz; é pão, é prece, é súplica chega moça, vem rapaz, e o Santo Casamenteiro, que nunca casou nem quis, olha, assim, lá, de soslaio, e pensa, santo que é: - Que mundo, meu Deus, que mundo! Quem tem casa, hoje descasa; quem se livrou, inda quer.
Escrito por Pedro Cabral às 10:03:26
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BRASIL, Nordeste, MACEIO, PONTA VERDE, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Spanish, Arte e cultura, Livros, Arquitetura
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